Por fernanda.macedo

Rio - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que, em março, as vendas do comércio (em termos de volume), ajustadas sazonalmente, caíram 0,9%, na comparação com fevereiro.

O ajuste sazonal ocorre quando os técnicos descontam o aumento das vendas de produtos em feriados ou datas comemorativas. Em termos de receita nominal, ou seja, levando-se em conta a inflação do período, a queda foi 0,4%. No caso do volume, o resultado é o segundo consecutivo com taxa negativa. Com relação à receita nominal, o índice volta a ser negativo depois de dois meses positivo.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, levantamento que permite acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista em todo o país. A pesquisa investiga a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas.

Caem as vendas do comércio em marçoDivulgação

No terceiro mês do ano, sete das dez atividades investigadas na pesquisa registraram resultados negativos para o volume de vendas, na relação com o mês anterior na série com ajuste sazonal.

As taxas negativas foram em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,2%); material de construção (0,3%); tecidos, vestuário e calçados (1,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,3%); móveis e eletrodomésticos (3,0%) e veículos e motos, partes e peças (4,6%).

As atividades com resultados positivos foram combustíveis e lubrificantes (2,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%).

Na comparação de março de 2015 com março de 2014 (série sem ajuste), considerando o volume de vendas, três das oito atividades do comércio varejista registraram variações positivas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (17,4%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,2%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (21,8%).

As atividades que exerceram impactos negativos na composição do resultado do varejo foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-6,8%), combustíveis e lubrificantes (-2,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-1,2%). O comércio de livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentou variação de -5,9%, não exerceu, praticamente, impacto na formação do resultado global.

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