Trabalhadores da construção pesada têm reunião de conciliação nesta terça no TRT

Categoria está em greve desde segunda e apenas 30% dos 14 mil funcionários de importantes obras estão trabalhando no Rio

Por O Dia

Rio - Em greve desde segunda-feira, os trabalhadores do setor de Construção Pesada têm reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcada para esta quarta-feira, a partir das 15h. O encontro de conciliação, que ocorreria na próxima sexta-feira, foi antecipado a pedido dos representantes patronais, após ser decretada, na última quinta-feira, em assembleia, a paralisação de 70% dos cerca de 14 mil trabalhadores da capital, que recebem remuneração de R$ 1,6 mil, em média.

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Enquanto pedem reajuste salarial de 8,5% e cesta de R$ 350, os patrões oferecem aumento de 7,13%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção Pesada (SitraICP), Nilson Duarte Costa contou ao DIA que está animado com a celebração de um acordo com os patrões, nesta quarta-feira, já que, recentemente, o TRT foi favorável e concedeu o mesmo aumento aos trabalhadores da Nova Subida da Serra de Petrópolis, que são representados pelo SITICOMMM, o sindicato da Baixada Fluminense.

Cartaz informa greve da categoria nas obras da Linha 4 do metrôLeitora Lea Carvalho

"Este mesmo tribunal já aprovou 8,5% para trabalhadores da Serra de Petrópolis, a partir de fevereiro, e 1,5%, a partir de agosto. A nossa assembleia foi realizada na quarta-feira da última semana, mas há mais de um mês estamos negociando com as empresas. Elas tiveram tempo hábil para apreciar nossas propostas e nós aceitamos a oferta deles de uma cesta de R$ 350, embora nosso pedido inicial tenha sido R$ 450. Agora, eles culpam a crise, a operação Lava Jato, entre outros fatores, para não conceder este aumento", considerou Nilson Duarte Costa.

Atualmente, com a greve, apenas 30% dos 14 mil trabalhadores do setor na capital estão trabalhando, o que atrasa obras de infraestrutura importantes para o Rio de Janeiro, como o Complexo de Deodoro, os BRTs Transbrasil e Transolímpica, o VLT, o Engenhão e a Linha 4 do metrô.

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