Brasil fecha quase 98 mil empregos formais em abril

Resultado do cadastro de trabalhadores com carteira assinada é o pior da série histórica iniciada em 1999

Por O Dia

Rio - O Brasil fechou 97.827 vagas formais de trabalho em abril, no pior resultado para o mês na série histórica e frustrando de longe as expectativas de analistas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.

A indústria fechou 14.683 vagas e a construção civil%2C outras 18.205Agência Brasil

Pesquisas com analistas do mercado de trabalho mostravam que a mediana das expectativas era de abertura de 54 mil empregos e não o fechamento de vagas. A série histórica do Ministério do Trabalho vai até maio de 1999.Em março, haviam sido criados 19.282 postos com carteira assinada, sem ajustes em função do mês.

Indústria puxou queda

O resultado de abril foi influenciado sobretudo pelo fechamento de postos de trabalhos nos setores de indústria de transformação (menos 14.683 vagas) e da construção civil (menos 18.205). Dez dos doze segmentos da indústria de transformação apresentaram desempenho negativo no período.

No acumulado do primeiro quadrimestre do ano houve demissão líquida de 137.004 trabalhadores com carteira assinada.

O mercado de trabalho mostra neste ano maior desaceleração na oferta de vagas com carteira assinada em movimento convergente com a persistente fraqueza da economia e em contexto marcado por forte ajuste fiscal posto em prática pelo governo para reequilibrar as contas públicas.

Em abril, a taxa de desemprego do Brasil ficou em 6,4%, atingindo o maior nível em quase quatro anos e no quarto aumento consecutivo, segundo dados do IBGE divulgados na quinta-feira.

Maior procura de vagas

Desde o início do ano o mercado de trabalho vem mostrando recorrente esgotamento, com aumento da procura por emprego em função da queda da renda e menor criação de postos ou demissões em vários setores, em uma conjuntura econômica caracterizada também por inflação alta e aperto monetário.

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