Conta de luz, cebola e tomate puxam a inflação

IPC-S apresentou variação de 0,68% na terceira semana de maio e registrou alta em cinco dos oito grupos de despesas avaliados

Por O Dia

Tomate (17%2C34%) e cebola (22%2C33%) tiveram as maiores altas do mêsDivulgação

Rio - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou variação de 0,68% na terceira semana de maio, 0,03 ponto percentual acima da taxa registrada na semana anterior. Cinco dos oito grupos pesquisados apresentaram alta nos índices, com destaque para habitação, cuja taxa passou de 0,64% para 0,74%.

Assim como nas últimas pesquisas, a tarifa de energia elétrica está entre os itens de maior pressão inflacionária, com elevação de 1,93%, acima da taxa anterior de 1,45%. Outros itens de impacto no IPC-S, considerando todos os grupos analisados, foram refeições em bares e restaurantes (0,98%), tomate (17,34%), cebola (22,33%) e aluguel residencial (0,69%).

Por outro lado, os que mais contribuíram para atenuar o avanço da taxa foram: tangerina (-24,91%), gasolina (-0,54%), mamão papaya (-12,76%), alface (-6,69%) e tarifa de telefone residencial (-0,89%).

No grupo alimentação, o índice subiu de 0,73% para 0,76%. Entre os itens que mais aumentaram nessa classe de despesas estão as hortaliças e os legumes, cujo índice passou de 5,52% para 7,87%.

No grupo transportes, a taxa passou de 0,07% para 0,12%, puxada pela venda de automóveis usados. Na pesquisa anterior, os preços dos carros de passeio caíram 0,38%. Nesta mais recente, não houve variação.

Em educação, leitura e recreação, o índice aumentou de 0,39% para 0,42%, com os ingressos em salas de espetáculo corrigidos de 2,93% para 3,05%. No grupo despesas diversas, houve elevação de 0,02 ponto percentual, com a taxa passando de 0,64% para 0,66%. Nesse caso, a variação foi influenciada pelos jogos de loteria, cujos bilhetes aumentaram 2,5%.

Nos outros três grupos, as variações indicaram um ritmo mais lento de correção ou queda de preços. Em vestuário, a taxa decresceu de 1,12% para 1%; em saúde e cuidados pessoais, de 1,55% para 1,51%; e em comunicação, houve recuo de -0,03% para -0,05%.

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