Juro básico vai a 13,75% ao ano na sexta alta seguida

Conselho de Política Monetária eleva taxa Selic para frear a inflação e volta a ser criticado por industriais e dirigentes lojistas

Por O Dia

Brasília - A taxa básica de juros do país subiu mais uma vez. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou pela sexta reunião consecutiva a Selic em 0,5 ponto percentual. Com a alta de 13,25% para 13,75% ao ano, o índice atingiu o maior patamar em nove anos. Em agosto de 2006, a taxa era de 14,25% ao ano. Ao corrigir a Selic, o BC tenta evitar que os preços administrados, como energia elétrica e combustíveis, influenciem a inflação.

Inflação é pressionada por preços administrados, como os da gasolinaDivulgação

A alta não surpreendeu o mercado. A Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac) avaliou que o resultado manterá a poupança mais interessante em comparação a fundos de renda fixa. Segundo o diretor da entidade, Miguel de Oliveira, fundos com taxas de administração acima de 2,50% ao ano ficam menos atraentes.

Segundo Oliveira, a Selic terá leve impacto nas taxas cobradas dos consumidores. No cartão de crédito, por exemplo, a média sobe de 12,14% ao mês (295,48% ao ano) para 12,18% ao mês (297,18% ao ano). Usar R$3mil no rotativo do cartão por 30 dias passará a custar R$ 365,40 ao consumidor, contra R$ 364,20 dos juros anteriores.

Já no cheque especial, o custo médio passa de 9,74% ano mês (205,06% ao ano) para 9,78% ao mês (206,39%). Assim o uso de mil reais durante 20 dias representará um gasto adicional de R$ 0,27. O consumidor pagará R$65,20 de juros, contra R$64,93.

A elevação dos juros foi criticada por entidades empresariais. Para a Fecomércio RJ, “no compasso do arrocho monetário, o Brasil destoa cada vez mais de seus pares internacionais, com crescimento bem abaixo da média e juros múltiplos do padrão”.

A Firjan defende que o ajuste fiscal do governo “priorize a diminuição dos gastos públicos de natureza corrente, inclusive com regras explícitas que limitem o seu crescimento ao longo dos próximos anos, em paralelo a um programa de privatizações que ajude a destravar os investimentos e que evite novos aumentos de impostos”.

CONSULTA AO 1º LOTE DO IR

A Receita Federal vai liberar na segunda-feira a consulta ao primeiro lote de restituições da declaração do Imposto de Renda deste ano. As informações estarão disponíveis no www.receita.fazenda.gov.br ou por meio do Receitafone 146 e aplicativos para tablets e smartphones para sistemas Android e iOS. A consulta poderá ser feita a partir das 9h. Ao todo, 1,49 milhão de contribuintes terão direito a restituição.

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