Hospital volta atrás e vai fazer cirurgia de militar

Após denúncia do DIA, espera de 3 meses de PM para tratamento chega ao fim

Por O Dia

Rio - A agonia de três meses do sargento PM reformado Paulo Roberto Dias Ramos, de 69 anos, começou a ser aliviada nesta quarta-feira. Depois da denúncia do DIA de que o militar não conseguia operar o coração por falta de recursos do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, a corporação mandou uma ambulância à casa dele, o acolheu na unidade e iniciou os exames pré-operatórios. Trata-se da colocação de cinco pontes de safena que poderão salvar a vida do sargento.

Paulo Roberto foi levado de ambulância para o HCPM e vai ser operadoDivulgação

Em nota, a PM informou que o diretor do HCPM, coronel Nelson Pittar de Castro Neto, ressaltou que a previsão é de que a cirurgia seja realizada na próxima semana. Depois de 30 anos de serviço prestado na corporação, Paulo Roberto procurou o hospital para tratamento cardíaco. Ele foi mandado para casa, após a unidade alegar que não havia recurso para operá-lo.

“Meu pai já se encontra instalado em suíte reservada para coronel. O comando foi até lá e determinou que sejam feitos todos os exames que faltam e repita alguns outros. Ele também já liberou a cirurgia. Minha mãe disse que o tratamento está sendo vip. A limpeza no local também está muito melhor”, elogiou Fernanda Moraes, uma das filhas do militar.

Anteontem, a irmã dela, a técnica de enfermagem Mônica Moraes, relatou que Paulo Roberto ficara internado 32 dias no HCPM na porta de um banheiro, com a limpeza precária e acabou adquirindo uma bactéria, que precisou ser tratada em casa.

“Depois que ele melhorou, fomos três vezes ao hospital e disseram que não poderiam operá-lo, pois não havia recursos para pagar os convênios que estavam atrasados há tempos”. Desde outubro de 2014, o blog ‘Justiça e Cidadania’, do DIA, mostra que desvios na área de Saúde da PM deixaram um rombo superior a R$ 16 milhões nos cofres da instituição. Oito oficiais foram afastados e respondem a investigações sobre os crimes.

Também em comunicado oficial, a Polícia Militar garantiu ontem que os convênios com outras unidades médicas que são capazes de realizar uma cirurgia cardíaca complexa como a de Paulo Roberto, que tem cerca de 95% da função do coração comprometida, foram colocados em dia.

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