Comissão julga hoje recursos contra eleição de comerciários

Votação deu vitória à Chapa 1, mas resultado foi contestado pelas chapas 2 e 3

Por O Dia

Rio - A Comissão Eleitoral do Sindicato dos Comerciários do Rio julga hoje os recursos contra o resultado das eleições para a nova diretoria.

Polícia ainda apura as circunstâncias da depredação do sindicatoFoto%3A Osvaldo Praddo / Agência O Dia

O pleito foi vencido pela Chapa 1, mas as chapas 2 e 3, as outras duas concorrentes, recorreram. A posse da nova diretoria colocará fim à intervenção judicial que afastou o ex-presidente do sindicato, Otton Mata Roma, em outubro do ano passado. Ele é suspeito de desviar recursos do sindicato e de empregar parentes na instituição.

Desde então, o sindicato vinha sendo gerido por um interventor nomeado pela Justiça do Trabalho. Durante o processo, os dois grupos acusaram o interventor José Carlos Nunes de atuar em prol da Chapa 1, mas ele sempre negou as denúncias. Se os recursos foram julgados improcedentes, a Chapa 1, ligada à central CTB, deve tomar posse em até cinco dias. Dos 1.064 filiados que votaram, 877 escolheram a Chapa 1. A Chapa 3 ficou em segundo, com 143 votos, e a Chapa 2 em terceiro, com 44 votos. Nulos e brancos totalizaram 20 votos.

A nova diretoria será a primeira, em 49 anos, sem a presença de algum membro da família Mata Roma, que dominava o sindicato desde 1966. Um dos desafios da próxima gestão será de reaproximação da categoria. De acordo com o Ministério do Trabalho, o Município do Rio tem aproximadamente 400 mil comerciários, mas apenas 2 mil são sindicalizados.

A Polícia Civil ainda apura a responsabilidade pelo atentado à sede do sindicato, na madrugada da última quarta-feira. Na ocasião, 202 pessoas vindas em ônibus de São Paulo invadiram e depredaram o prédio da entidade, na Lapa.

De acordo com informações da 5ª DP, a investigações estão em andamento. “Testemunhas estão sendo ouvidas e agentes realizam diligências para apurar as circunstâncias do fato”, informou a Polícia Civil, em nota. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária não informou a situação dos presos.

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