Varejo aposta em ofertas de até 70% para compensar as vendas baixas

Vendas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados foram abaixo do esperado

Por O Dia

Rio - Quem anda nas ruas e nos centros comerciais do Rio vem notando o surgimento de cartazes com promoções de 50%, 60% e até 70% nas vitrines. Com as vendas do Dia das Mães e do Dia dos Namorados abaixo do esperado, o varejo aposta agora em liquidações para escoar os estoques e evitar que o primeiro semestre se encerre no vermelho.

Professor de varejo da FGV, Daniel Plá afirma que o movimento caiu até 30% no comércio este ano. “O consumidor teve aumento nas despesas e passa por momento de incertezas no emprego. Isso faz com que as pessoas consumam menos. E a saída do varejo é fazer liquidações”, explica.

"Se o produto e o atendimento forem de qualidade%2C as liquidações ainda ajudam a fidelizar o cliente"%2C disse Uziel Marinho%2Cdesempregado%2C morador do CajuAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Loungerie, Dartigny, Soulier, My Place e Farm, por exemplo, baixaram os preços pela metade, enquanto Redley, Riachuelo e Richards estão com 60% de desconto. A M.Officer do NorteShopping tem ofertas de até 70%, assim como as lojas da Imaginarium, e o shopping Pátio Alcântara.

Na próxima semana, de 2 a 5 de julho, os centros comerciais da rede Multiplan promovem a Liquidação do Lápis Vermelho, também com até 70% de desconto. No Rio, participam da campanha o Barra Shopping e Park Shopping Campo Grande.

Para Daniel Plá, o consumidor deve aproveitar as oportunidades, desde que tenha responsabilidade financeira para gastar. “Cartão de crédito é algo que as pessoas devem pensar dez vezes antes de usar, para evitar o endividamento. As chances de comprar são boas para quem está com o dinheiro na mão, e tem mais margem para negociar. Além disso, fazer negócio no fim do mês é mais vantajoso, pois o varejo está correndo para honrar os compromissos”, afirma.

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Uziel Marinho, 36 anos, acabou de ficar desempregado, mas mesmo assim pretende aproveitar as promoções. “Mas sou sensato. Penso antes se há necessidade ou não de comprar”, explica.


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