Após três meses em queda, produção industrial cresce 0,6% em maio

A indústria de bens de consumo foi a que teve o melhor desempenho entre as categorias econômicas

Por O Dia

Rio - A produção industrial brasileira surpreendeu em junho ao subir 0,6% com a retomada do crescimento em bens de consumo e bens de capital. O resultado interrompeu três meses de queda e é o melhor índice em quase um ano. O desempenho mensal é o melhor desde julho de 2014 (+0,8%), entretanto ainda é pouco para recuperar a perda acumulada de 3,2% entre fevereiro e abril. Assim, o setor acumula perdas de 6,9% nos cinco primeiros meses de 2015, informou o IBGE.

Na comparação com o mesmo mês de 2014, a produção caiu 8,8%, 15ª taxa negativa nessa base de comparação e a segunda mais acentuada neste ano.

“Claro que uma informação positiva sempre é melhor do que manutenção de quedas. Mas ela não reverte a trajetória de queda da indústria ou recupera a perda que vem desde o mês de setembro para cá, até por que nas demais comparações os resultados do setor são negativos e há disseminação”, destacou André Macedo, economista do IBGE .

INVESTIMENTO VOLTA A SUBIR

Para analistas, ainda é muito difícil prever quando será o ponto de virada para a indústria, cuja contração neste ano é certa. “O nível está tão baixo que qualquer alicate, qualquer escada de obra vendida puxa para cima. Mas o cenário geral da indústria não melhora. Alguns pontos sofrem com o efeito da renda, como têxtil e vestuário. Já alimentação têm a ver com a inflação”, afirmou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Entre as categorias de produção, o destaque ficou para Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis, com alta de 1,2% em maio sobre abril para interromper sete recuos mensais seguidos, quando acumulou queda de 8,5%.“A lógica de estoques altas permeia a indústria, mas no segmento de não duráveis pode-se ter chegado ao equilíbrio entre oferta e demanda”, disse Macedo, do IBGE.

Já Bens de Capital, medida de investimento, voltou a registrar taxa positiva, de 0,2% em maio, após três quedas seguidas em que acumulou perdas de 12,5%.

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