Balança comercial brasileira de volta ao azul

Queda no ‘apetite’ interno por importados em função da crise leva a superávit de US$ 4 bilhões

Por O Dia

Rio - A balança comercial brasileira teve superávit de 4,527 bilhões de dólares (R$ 14,12 bilhões) em junho, acumulando no ano saldo positivo de 2,222 bilhões de dólares (R$6,93 bi), novamente sob influência da queda nas importações superior à observada nas exportações.

O resultado de junho foi o quarto superávit consecutivo mensal do país e a melhor marca para o mês desde 2009, quando o saldo foi positivo em 4,6 bilhões de dólares. O dado também veio acima do superávit de quatro bilhões de dólares esperado por analistas.

As exportações somaram 19,628 bilhões de dólares (R$ 61,21 bi) no mês passado, queda de 8,7% sobre um ano antes pela média diária, impactadas pela diminuição no preço de importantes commodities da pauta brasileira, como o minério de ferro. Já as exportações somaram 15,101 bilhões de dólares (R$ 47,09 bi) no período, com recuo de 20,6% pela média diária das operações.

A tendência já vinha sendo vista nos meses anteriores, com a fraqueza da economia e o aumento do dólar impactando o apetite pelos produtos importados no país. Com isso, o resultado no acumulado do primeiro semestre do ano ficou positivo em 2,222 bilhões de dólares, sendo que até maio ele estava deficitário em 2,305 bilhões de dólares.

O resultado da primeira metade do ano também superou déficit de 2,5 bilhões de dólares de igual período do ano passado.

Nos seis primeiros meses deste ano, as exportações alcançaram 94,329 bilhões de dólares (R$ 294,16 bi), queda de 14,7% ante igual etapa do ano passado pela média diária. Ao mesmo tempo, as importações atingiram 92,107 bilhões de dólares (R$ 287,24 bi), declínio anual de 18,5%, também pela média diária das operações.

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