Por bferreira

Rio - A terceira fase do ‘Minha Casa, Minha Vida’ sairá do papel nos próximos meses, mas o Rio já terá empreendimento lançado amanhã nos moldes da nova etapa do programa habitacional. Segundo o Ministério das Cidades, o contrato será assinado neste domingo com entidades do movimento social, ONGs, cooperativas e associações. O empreendimento ficará na região do Porto Maravilha e vai se chamar Quilombo da Gamboa. Serão 116 unidades, sendo 76 de dois quartos e 40 de um dormitório.

A terceira etapa do programa do governo adotará agenda sustentável nos empreendimentos contratados. Algumas medidas vão servir para ampliar a eficiência de uso de energia, reduzir o consumo de água e criar sistema integrado de cadastramento de beneficiário.

Conforme o ministério, o Quilombo da Gamboa será um arranjo institucional que conta com a participação da Fundação de Direitos Humanos Bento Rubião, a União por Moradia Popular e a Central dos Movimentos Populares. O projeto do condomínio segue os conceitos de inserção da população de baixa renda, de facilitação do acesso à oportunidades de empregos, saúde e cultura.

Durante a semana, o governo federal confirmou que a terceira etapa do ‘Minha Casa, Minha Vida’ terá uma nova faixa de renda de financiamento para população de baixa renda. O novo patamar será intermediário (Faixa 1-FGTS) e vai beneficiar quem ganha de R$1.200 a R$2.400 por mês.

PRESTAÇÕES MENORES

De acordo com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, a adoção da nova faixa vai garantir que o mutuário contemplado pelo programa comprometa até 27,5% da renda familiar para comprar imóvel. O subsídio do governo para financiar o imóvel será de 20% do valor da unidade. Segundo a secretaria, o valor das prestações tende a ser menor. A meta da terceira etapa do programa habitacional é construir mais três milhões de imóveis até 2018.

Programa terá faixa intermediária

Hoje, o ‘Minha Casa, Minha Vida’ tem três faixas de renda. A primeira é direcionada a quem ganha até R$ 1.600. Neste caso, o subsídio do governo para bancar a compra pode chegar a 95% do imóvel.

Na segunda faixa, o limite de renda é de R$3.275, e o mutuário tem ajuda de até R$ 25 mil para comprar o imóvel.

Na Faixa 3, a renda vai até R$ 5 mil. A fonte de recursos para financiar é o FGTS nos dois últimos casos.

O governo alegou que adotará mais um patamar para aliviar a forte demanda de crédito na primeira faixa. Há concentração de créditos para famílias que recebem entre R$ 800 e R$ 900 por mês, informou o ministério.

A contrapartida da nova faixa para o financiamento das unidades do Minha Casa, Minha Vida’ virá dos estados, dos municípios ou da poupança. Para uma família com renda mensal de R$1.600 comprar imóvel de R$ 135 mil, vai precisar de subsídio de R$ 45 mil.

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