Aposentado: Fórum criado pelo governo para discutir Previdência não sai do papel

Até o momento, a única atitude do governo foi o envio de convite formal para integrantes confirmarem participação

Por O Dia

Rio - Passados 79 dias após o anúncio de criação do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff parece ter ficado no papel. Mais de dois meses e meio depois da assinatura do decreto, em 30 de abril, pela presidenta ainda não houve movimentação para afetivo funcionamento do fórum. Nem a primeira reunião foi agendada para começar os trabalhos.

O fórum é considerado fundamental pelo governo para estabelecer o processo de diálogo com as centrais sindicais a fim de construir políticas públicas que garantam os direitos sociais dos trabalhadores. Tem como objetivo também definir o futuro da Previdência no país. O colegiado será composto por empresários, trabalhadores, aposentados e representantes do governo.

Questionada pela coluna, a Secretaria-Geral da Presidência da República, responsável pela gestão do fórum, limitou-se a informar que ainda não há data definida para a primeira reunião. E que está se movimentando para organizar o colegiado.

Até o momento, a única atitude do governo foi o envio de convite formal para integrantes confirmarem participação. A iniciativa foi do Ministério da Previdência. Da parte dos trabalhadores e dos aposentados foram convidados representantes da CUT, da Força Sindical e da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap) e de sindicatos.

O governo pretende travar uma discussão sobre o fator previdenciário que incide nos cálculos das aposentadorias do INSS, talvez o item mais polêmico em questão. Mas há outros elementos que devem ser abordados em relação ao mundo do trabalho, segundo o ministro da Previdência, Carlos Gabas. O fórum tem um prazo de 180 dias para deliberar sobre os temas.

A demora em começar os trabalhos tem provocado desconfiança e indignação nos participantes. O presidente da Cobap, Warley Martins (foto), é um dos convidados pela Previdência. Mas, segundo ele, ficou apenas no convite formal e nada mais.

“Quase três meses se passaram. Fomos convidados mas o fórum não saiu do papel. Já ligamos várias vezes para o ministério e apenas informam que estão aguardando informação da Secretaria-Geral da Presidência”, afirmou Martins, ao lembrar que ainda no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva houve outra iniciativa de debates em um fórum instituído na gestão do então ministro da Previdência, Luiz Marinho.

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