Previdência privada, uma alternativa de aplicação de longo prazo

A previdência privada é oferecida por bancos nas modalidades PGBL e VGBL

Por O Dia

Rio - Os planos de previdência privada são a possibilidade para o trabalhador que quer ter renda extra na terceira idade. Esta modalidade é alternativa para quem não tem disciplina para investir.

É caracterizada como uma aplicação rentável apenas no longo prazo, tendo vista a tabela progressiva do IR que incide sobre a aplicação, seja ela progressiva ou regressiva. Com a tabela regressiva, a “mordida do Leão”, para quem deixa o dinheiro aplicado por pouco tempo, é enorme em comparação à tabela progressiva.

Ou seja, caso resgate o dinheiro antes do previsto, o impacto dos impostos no seu bolso vai ser grande. Por outro lado, quem deixa o dinheiro aplicado por mais de dez anos, pagará apenas 10% de IR. Fique atento e entenda melhor com o texto abaixo.

Por Roberto Dias do Amaral

PERGUNTA E RESPOSTA

“Previdência privada é uma boa opção para guardar dinheiro? Com a Selic cada vez mais alta, não acho que a poupança seja a melhor opção. Há investimentos melhores?”

Fred Costa, Ilha

Fred, certamente previdência privada é uma opção para quem não consegue, de maneira disciplinada, poupar. Não podemos caracterizar como a melhor, no entanto, é mais uma alternativa.

O primeiro passo é pensar um planejamento em curto ou longo prazo. A partir disso devemos verificar as opções e então escolher a que melhor atende. Entretanto, dizer que esta ou aquela é a melhor, depende de cada indivíduo e o montante que ele tem para aplicar.

A previdência privada é oferecida por bancos nas modalidades Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O PGBL permite ao investidor abater as contribuições no Imposto de Renda (IR), desde que, ele utilize a declaração completa, até um limite de 12% da renda tributável. Já o VGBL, que é um produto securitário, não permite esse abatimento, mas é um instrumento melhor para fazer planejamento sucessório e para quem usa a declaração simplificada do IR.

Outra diferença é que, no caso do PGBL, o imposto só incide na hora do resgate, sobre todo o montante acumulado ao longo dos anos. Já o VGBL, o imposto cai apenas sobre a rentabilidade. Essa forma de tributação é uma vantagem dos planos de previdência em relação aos fundos de investimento comuns, tributados semestralmente na forma do come-cotas. Isso porque, no PGBL e VGBL, o dinheiro que seria revertido para impostos continua rentabilizando no fundo com o passar do tempo.

Tenha muito cuidado para não pagar IR duas vezes. Se contratar um plano PGBL, pagará IR sobre o montante de sua renda atual, e sobre o montante acumulado.

Quanto à poupança, quanto mais aumentar a taxa Selic, o melhor será verificar outros tipos de aplicações. Vale lembrar que, o valor investido e tempo de investimento são importantes nesta decisão. Faça bom planejamento.

Roberto Dias do Amaral é coordenador em Ciências Contábeis da Estácio de Sá

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