É bom ficar de olho no game da galera

Será que os games violentos deixam os jogadores mais agressivos?

Por O Dia

Rio - Uma das mais antigas questões no mundo da tecnologia é: será os games violentos tornam seus fãs mais irritados ou agressivos? Pelo sim, pelo não, o negócio é ver o que dizem os especialistas. Divulgado esta semana, um estudo da Associação Americana de Psicologia diz que os jogos podem deixar a turma mais agressiva mesmo. Só que essa culpa tem um limite. Esses vilões não podem ser os únicos responsabilizados por crimes de ódio ou atrocidades várias. Há outros componentes de risco, afinal das contas, e isso tem que ser lembrado antes de os games serem crucificados.

Será os games violentos tornam seus fãs mais irritados ou agressivos%3FDivulgação

“Nenhum fator de risco leva uma pessoa a agir violentamente, mas sim a reunião de vários fatores”, diz a pesquisa, acrescentando que os jogos estão entre essas causas. A AAP analisou mais de cem estudos publicados entre 2005 e 2013. Um dos responsáveis pelo trabalho, Mark Applebaum, recomenda que os pais tenham mais controle sobre o que as crianças estão jogando.

Controlar é o que nos resta, porque é impossível pensar que as fábricas de games vão ficar abaladas por estudos desse tipo. Como se sabe, o que manda no mundo é a grana. E a indústria de games movimenta nada menos que US$ 10 bilhões somente nos Estados Unidos, onde mais de 90% de todas as crianças e adolescentes jogam videogames, durante uns 30 minutos diários, em média. Ninguém vai largar esse osso.

NÃO PERCA SONO COM O FACEBOOK

A Fecomércio divulgou ontem pesquisa sobre os hábitos dos paulistanos na internet — mas tenho certeza de que os cariocas não somos diferentes. Entre outras descobertas está a de que 53,7% deles perdem o sono por usar a rede na hora de dormir. É um comportamento bem tolo. Além disso, 29,9% dos usuários de redes sociais não bloqueiam conteúdo para quem não faz parte da sua rede de relacionamentos. É feio.

UM BOM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Olha que bom: a Fundação Telefônica Vivo criou uma plataforma online para formação de professores (www.fundacaotelefonica.org.br/escolasrurais) com conteúdo bem variado. Há temas como o papel da escola no combate ao trabalho infantil ou a produção de quadrinhos digitais. Todos os cursos são online e gratuitos. Já há oito mil professores participando do programa em todo o país, envolvendo diretamente 184 mil alunos. Tomara que a iniciativa vá adiante.

A HUMANIDADE NÃO TEM JEITO

O Facebook tem regras muito estranhas. ‘Ele’ não hesita em apagar posts ou até perfis inteiros que estejam exibindo nus ou mamães amamentando seus bebês. No entanto, pode-se publicar foto de cadáveres, tortura de animais, criar uma página fascista ou, até, torcer pela morte de alguém. Nestes casos, tudo bem. Tanto que um gaiato criou “Morte ao Mark Zuckerberg”, para ver se o Facebook vai tirá-la do ar. Aguardemos.

>>> Se você não conhece a Wikipedia (//www.wikipedia.org/), saiba que vale a pena, principalmente para quem tem filhos em idade escolar. Se já conhece, bem que poderia entrar no site https://bit.ly/1MBot8R e fazer uma doação para que a enciclopédia consiga sobreviver. Tá feia a coisa.

NOTAS

FARRA DOS LIVROS
Você gosta de livros, não? Pois então fique de olho, até o próximo dia 24, na Amazon.com.br, que criou a Book Friday, uma promoção para leitores ao longo de toda esta semana. Os livros impressos e digitais terão descontos de até 80%. Quem comprar qualquer título receberá um cupom para comprar um Kindle ou Kindle Paperwhite Wi-Fi com desconto de R$ 100. A tentação é grande.

INVESTINDO
Vale o reforço: o Ministério das Comunicações está com R$ 8 milhões para investir na criação de parques tecnológicos no Brasil, em projetos prevendo o desenvolvimento de instalações de pesquisa e laboratórios destinados ao desenvolvimento de softwares para computadores e smartphones. Para participar da concorrência do Usinas Digitais, os interessados devem apresentar as propostas até o próximo dia 4 de setembro. Mais informações no site www.conve nios.gov.br. Boa sorte.

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