Medidas de ajuste dependem de aprovação do Congresso Nacional

Renan Calheiros apoia cortes mas cobra redução de ministérios. Eduardo Cunha questiona reedição da CPMF

Por O Dia

Brasília - O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou ontem que o Executivo tentou sair do “imobilismo” ao anunciar cortes de gastos “significativos”, mas lembrou que o governo precisa cortar ministério e cargos de confiança para aprovar aumento de impostos no Legislativo.

Renan Calheiros defendeu que o governo saiu do “imobilismo”Agência Brasil

Para o senador, a diminuição de pastas e de cargos em comissão são “preliminares” para a discussão de medidas para incrementar a receita anunciadas nesta segunda pela equipe econômica, caso, por exemplo, da proposta de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com alíquota de 0,20%.

“O governo sem dúvida nenhuma está demonstrando que está querendo vencer o imobilismo, que está recuperando a sua capacidade de iniciativa. Isso é muito bom, é sempre melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada”, disse Renan.

O presidente do Senado afirmou que não há como prever o formato final das medidas propostas pelo governo após sua tramitação no Congresso, mas lembrou que a maioria das matérias são “aprimoradas” no decorrer das votações.

“Todas as medidas que passam pelo Congresso Nacional são melhoradas e essas medidas que o governo federal apresentou hoje serão melhoradas na sua tramitação no Congresso Nacional”, afirmou.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adotou um tom mais contido e afirmou ser temeroso o governo condicionar o ajuste fiscal à volta da CPMF, após a equipe econômica ter anunciado um pacote de medidas para reequilíbrio das contas públicas que é assentado, sobretudo, na recriação do imposto. Ele declarou ser pessoalmente contra a criação do tributo, que incide sobre movimentações financeiras, mas ressalvou que não irá obstruir a tramitação da matéria na Câmara.

“Acho temeroso querer condicionar o sucesso de um ajuste fiscal a uma receita que nós sabemos ser de difícil equacionamento”, afirmou Cunha. Ele também declarou que o Congresso deverá dar ajuda em alguns pontos. (Com Reuters)

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