Dólar fecha cotado em R$ 3,88 e atinge maior valor em 13 anos

Em mais um dia de alta, moeda subiu 1,25% nesta quinta-feira

Por O Dia

Brasília - O dólar fechou em alta de mais de 1% sobre o Real nesta quinta-feira, em sessão volátil e longe das máximas do dia, após o Federal Reserve, banco central norte-americano, manter os juros, mas com investidores ainda sob a pressão dos temores com a cena política e econômica local conturbada.

O dólar avançou 1,25% por cento, a R$ 3,8822 na venda, após chegar a subir 1,96%, a R$ 3,9092 na máxima da sessão. Esse valor é o preço mais alto desde outubro de 2002. Na mínima do dia, foi a R$ 3,8314.

"Manter os juros favorece emergentes, mas o motivo por trás da decisão é negativo", disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta. "Soa para mim bastante improvável que o Fed aumente os juros neste ano", acrescentou.

O Fed informou que uma variedade de riscos globais e outros fatores convenceram a adiar o que seria o primeiro aumento de juros em quase uma década.

Em entrevista coletiva após anunciar a decisão, a chair do Fed, Janet Yellen, afirmou que os desenvolvimentos econômicos e financeiros globais recentes podem exercer ainda mais pressão para baixo sobre a inflação no curto prazo.

Durante a entrevista de Yellen, o dólar chegou a recuar brevemente sobre o real, mas logo retomou a trajetória ascendente.

"A impressão do comunicado era 'dovish' e foi confirmada pelo discurso de Yellen. Se isso é bom ou ruim para emergentes, o mercado ainda não decidiu", disse o operador de uma corretora nacional.

Nesta tarde, os juros futuros nos EUA mostraram chance de 18% de o Fed elevar os juros em outubro, contra 41% antes da decisão. A probabilidade de isso acontecer em dezembro caiu a menos de 50%, comparado a 64% apostados pela manhã.  

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