Gás de cozinha puxa alta de inflação em setembro, diz FGV

IPC-S sobe 0,42% na última semana do mês, pressionado pelo aumento do preço do combustível

Por O Dia

Rio - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor — Semanal (IPC-S) continua em tendência de alta. O indicador fechou a última semana de setembro com avanço de 0,42%, após ter registrado aumento de 0,35% na última pesquisa, do dia 22. Nas duas medições anteriores, o indicador já havia subido 0,28% e 0,21%, respectivamente.

O preço do botijão de 13 quilos do gás de cozinha subiu 8,66% na última semana de setembroDivulgação

O item que puxou a alta no período foi o gás de botijão, que ficou 8,66% mais caro na última semana de setembro. O gás de cozinha teve aumento de 15% em 1º de setembro na refinaria da Petrobras para as distribuidora. A alta já pode ser sentida pelo consumidor. De acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de 20 a 286 de setembro, a média do preço do botijão de 13 quilos foi de R$ 48,67 no Rio, mas chegou a R$ 61,90 na zona oeste.

Outros itens que contribuíram para a alta do IPC-S foram as refeições em bares e restaurantes, com elevação de 0,61%; a tarifa de ônibus urbano, com alta de 1,19%; o plano e seguro de saúde, com alta de 1%; e a batata-inglesa, com alta de 10,22%. Os produtos que tiveram baixa de preços foram: cebola (-22,94%); tomate (-15,67%); mamão papaya (-13,20%); cenoura (-11,44%) e leite tipo longa vida (-1,17%).

Cinco dos oito grupos pesquisados apresentaram avanços. De agosto para setembro, a maior pressão inflacionária ocorreu em educação, leitura e recreação em que o índice subiu de 0,05% para 0,33%. Essa elevação foi provocada, principalmente, pelo reajuste do ingresso em salas de espetáculo com preços que saíram de uma oscilação média de -0,21% para uma alta de 1,31%.

No grupo alimentação, ocorreu aumento de 0,32%, acima da taxa registrada na última apuração, que era 0,23%. Em habitação, o índice passou de 0,50% para 0,55%; em transportes, de 0,22% para 0,32% e, em vestuário, de 0,56% para 0,68%.

As demais classes de despesas sofreram uma desaceleração. Em saúde e cuidados pessoais, a taxa baixou de 0,66% para 0,56%. No grupo despesas diversas, a oscilação passou de 0,19% para 0,14% e, em comunicação, de 0,29% para 0,22%. Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (1,19% para 0,69%), alimentos para animais domésticos (1,20% para 0,74%) e mensalidade para TV por assinatura (1,91% para 1,74%).

Vendas de veículos caem 32,47%

As vendas nacionais de veículos tiveram queda de 32,47% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Fenabrave, associação das concessionárias.

A comercialização de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 200.095 unidades, pior resultado desde fevereiro, quando foram licenciados 186 mil veículos.

Na comparação com agosto, as vendas recuaram 3,46%. No acumulado do ano, a retração do mercado foi de 22,7%. Em agosto, o recuo mensal das vendas tinha sido de 8,9%. O único segmento com alta nas vendas sobre agosto foio de caminhões, que subiu 1,9%.

“Algumas marcas estão realizando lançamentos que poderão estimular o consumo, principalmente, para automóveis e comerciais leves”, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior.

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