Greve dos bancários entra na segunda semana sem negociação

Paralisação de agências se concentra nos bancos públicos, principalmente a Caixa

Por O Dia

Rio - Os bancários do Rio entram a semana dispostos a dar continuidade à greve por tempo indeterminado, sem perspectiva de acordo com os bancos para suspender o movimento. O movimento acompanha paralisação nacional da categoria, iniciada na terça-feira passada, que está concentrada nos bancos públicos mas também suspende o serviço em dezenas de agências de bancos privados. Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16% mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5%.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Rio, na sexta-feira a adesão ao movimento na cidade cresceu. A entidade informou que o número de agências paradas passou de 375, na última quinta-feira (8), para 432 na sexta (9). A paralisação, disseram, foi mantida nos seis prédios administrativos e de atividades-meio — dois do Banco do Brasil, dois do Santander, o Bradesco da Pio X e o da Caixa Econômica Federal da Av. Almirante Barroso — com cerca de 11.480 trabalhadores parados.

Paralisação dos bancários tem adesão maior nos bancos públicos mas também atinge agências privadas Estefan Radovicz / Agência O Dia

Segundo os dirigentes sindicais da categoria no Rio, a Fenaban não fez nenhuma contraproposta e que o silêncio da entidade patronal dava mais fôlego à paralisação. “Sem aumento real não tem diálogo. Acho bom a Fenaban apresentar uma proposta que atenda às expectativas dos bancários. Caso contrário, vamos intensificar a greve nacional”, afirma a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso.

O prolongamento da greve dos bancários já causa transtornos na população. A alternativa principal para os clientes está sendo o uso de caixas eletrônicos de auto-atendimento ou correspondentes bancários, como casas lotéricas, agências dos Correios e alguns supermercados.

Nos caixas eletrônicos é possível fazer saque, pagamentos de contas não vencidas e cartão de crédito, transferências, retirada de folha de cheque e outras opções. à noite, os saques são limitados a R$ 300 e durante o dia depende dos limites de cada cliente com o banco.

Nos correspondentes bancários também é possível sacar dinheiro e benefícios, fazer depósito ( de até R$ 1.000), consultar saldos e extratos. Também pode pagar contas de serviço público como de água, luz e telefone, tributos, além de boletos de bancos, carnês e até contribuição sindical.

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