Governo do Rio dá crédito para microfranquias em comunidades

Programa ‘Franquia para Todos’ é lançado na Rocinha pela AgeRio e franqueadores

Por O Dia

Com a promessa de aumentar as oportunidades para empreendores de comunidades do Rio, o projeto Franquias para Todos foi inaugurado ontem na Rocinha, na Zona Sul. Elaborado por uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising do Rio (ABF) e a Agência Estadual de Fomento (AgeRio), o projeto estimula a abertura e expansão de lojas franqueadas em 42 áreas com unidades Polícia Pacificadora (UPPs).

Sarita quer se formalizar e abrir franquia no setor de alimentosReprodução

Treze redes de microfranquias em diversos segmentos participaram do lançamento. A estimativa é que, somente na Rocinha, existam em torno de 12 mil negócios de diferentes modalidades. Com o projeto, a perspectiva é elevar esse número. De acordo com pesquisa do Instituto Data Favela, cerca de 12 milhões de pessoas moram em comunidades no Brasil, o que representa potencial de consumo de cerca de R$ 64 bilhões.

Presidente da ABF, Beto Filho garantiu que o projeto seguirá agora para as demais áreas de UPPs, que reúnem 105 comunidades no Rio. A próxima região a receber o Franquia para Todos é o Complexo da Maré, no dia 12 de novembro.

“É a democratização do sistema de franquia brasileiro e um bom momento para a formação de novos empreendedorescom o apoio de entidades”, disse.

As cartas de crédito têm valor de até R$ 15 mil para microfranquias. O financiamento tem juros de 3% ao ano e os recursos são oriundos da Age Rio. Os franqueadores acompanham o desenvolvimento dos franqueados, que recebem treinamento do Sebrae-RJ.

Moradora da Rocinha, Sarita Dutra vende há mais de 20 anos almoço e ceias de Natal e Ano Novo. Mas com a atual crise, teve de parar o por um tempo. Ela conta que viu no Franquias para Todos a oportunidade de formalizar seu empreendimento. “Tirou da minha cabeça que franquia era para rico. Vi que é acessível e popular”, opinou ela, que pretende obter crédito parainvestir na área de alimentação.

Inicialmente, a AgeRio vai oferecer às comunidades pacificadas R$ 1,5 milhão, mas de acordo com o presidente da entidade, José Domingos Vargas, não há limites. A operação é efetuada mediante análise de crédito do tomador e da viabilidade do negócio.

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