Antecipar compra faz preço do bacalhau baixar 54%

Para fugir das altas do dólar e da inflação, consumidor deve aproveitar promoções que supermercados lançam para aquecer as vendas de fim de ano

Por O Dia

Rio - O consumidor que quiser evitar que a alta do dólar e a disparada da inflação salguem a ceia de Natal deve ficar atento a promoções para fugir de produtos com preços elevados. Item indispensável na mesa dos brasileiros no dia 24 de dezembro, o bacalhau já é encontrado a quase R$70, o quilo, em mercados tradicionais do Rio. Mas quem tiver disposição para bater perna e pesquisar vai economizar até 54% na compra do produto, que em alguns estabelecimentos é encontrado por cerca de R$ 30, o quilo.

Nas Casas Pedro%2C o quilo do bacalhau do porto Gadus Morhua já está sendo vendido a R%24 69%2C80Agência O Dia

Segundo índice apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do bacalhau acumulou alta de 26,17% em novembro comparado ao mesmo mês do ano passado. A alta é muito maior se comparada aos 10,01% registrados pela inflação no período.

A principal pressão sobre os produtos da cesta de Natal foi a alta da moeda americana, que subiu 60% desde outubro do ano passado, chegando a ultrapassar os R$ 4. Isto porque muitos itens são importados ou têm influência do preço do trigo, que é cotado na moeda norte-americana. Estimativas da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas e Alimentos, mostram que a ceia pode ficar até 30% mais cara este ano.

A variação de preços já é sentida pelo consumidor. Nas Casas Pedro, o quilo do bacalhau do porto Morhua custava, ontem, R$69,80 — o mesmo produto, era vendido na rede Mundial a R$31,80.

De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), o preço da cesta de Natal no estado esse ano deve subir, em média, 20%, puxado pela alta de produtos como bacalhau, bebidas importadas e as frutas natalinas.

“Só não vai ficar mais cara devido ao acirramento das negociações entre supermercadistas e a indústria. Por conta do momento econômico, os mercados tiveram que pressionaram os fornecedores para poder controlar a alta do dólar”, diz o presidente da Asserj, Fabio Queiroz, acrescentando que a estimativa de crescimento nas vendas é a mesma da inflação, que, em outubro bateu 9,93% em 12 meses, segundo o IPCA.

E não é só o bacalhau que já pesa no bolso do consumidor. Ainda segundo a FGV, outros produtos típicos do Natal apresentaram altas bem acima da inflação no período pesquisado, como o azeite, com aumento de 14,85%, o vinho, que subiu 23,41% e a batata inglesa, com alta de 74,26%. Refrigerantes e água tiveram reajuste de 12,95% e a cerveja, de 11,45%. Por outro lado, os bolos prontos, como o panetone, subiram 6,93%, menos que a inflação no período.

Fabio Queiroz diz que, para economizar, o jeito é ficar de olho nas promoções desde já. “A estratégia anti-crise é aumentar o número de promoções e de produtos cadastrados nos mercados, para oferecer mais opções aos consumidores e garantir a venda e a produção da atividade industrial, porque sem vendas a indústria para”, diz.

Tome cuidado na hora de armazenar o pescado

Quem vai comprar com antecedência precisa estar atento às dicas sobre como conservar o bacalhau e não jogar o dinheiro investido fora. O pescado pode ser guardado salgado na geladeira ou no congelado se for dessalgado.

Segundo a Proteste, uma forma de conservar o produto por mais tempo é dessalgá-lo, em postas ou desfiado, dentro de uma vasilha embaixo de um fio de água corrente por 10 minutos. O processo de dessalgue deve continuar dentro da geladeira, e o tempo depende do tamanho das postas.

O ideal é trocar a água de 6 em 6 horas, deixando de 24 a 42 horas de molho, sempre com a pele virada para cima.

Após o dessalgue, secá-lo com papel toalha, untá-lo levemente com pouco azeite para o gelo não ressecar, embalar as postas individualmente em filme plástico ou colocá-las dentro de um recipiente fechado, próprio para congelamento.

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