Proposta poderá elevar em 14,3% piso regional do estado

Salário de doméstica passaria a R$1.089

Por O Dia

Rio - Vai começar a temporada de negociações para reajustar o piso regional do estado em 2016. Na próxima segunda-feira, representantes das centrais sindicais no Conselho Estadual de Emprego, Trabalho e Renda (Ceterj) vão apresentar proposta de correção das faixas salariais no ano que vem que pode resultar em aumento de 14,3% para mais de 2,2 milhões de trabalhadores da iniciativa privada no estado. O aumento é concedido a partir do dia 1º de janeiro.

Entre as categorias favorecidas estão empregadas domésticas (faixa 1), garçons e pessoal da construção civil (faixa 3), cujos salários subiriam para R$1.089,93 e R$1.023,70, respectivamente. Os trabalhadores vão insistir também na redução no número de faixas salariais das atuais oito para cinco.

No ano passado, os trabalhadores reivindicaram aumento de 19,67%. Após negociações e votações na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o governador Pezão sancionou reajuste de 9%.

A proposta para 2016 será apresentada em audiência pública da Comissão de Trabalho da Alerj. Os sindicalistas vão detalhar o mecanismo baseado no aumento do salário mínimo nacional acrescido de 4,5%, referentes a perdas dos últimos 15 anos.

Conforme a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016 enviada pelo governo federal ao Congresso em agosto, a correção projetada para o mínimo do ano que vem é de 9,8%, o que resultaria nos 14,3% reivindicados pelos trabalhadores.

Veja as faixas piso regionalArte O Dia

“Depois da audiência pública, vamos encaminhá-la oficialmente ao conselho e à assembleia”, afirma Indalécio Wanderley, representante da CUT-RJ no conselho.

O Ceterj, que reúne representantes dos empresários, governo e trabalhadores é o responsável por debater e definir a proposta a ser votada na Alerj. Em seguida é enviada à sanção do governador.

De acordo com o sindicalista, a iniciativa prevê a supressão das faixas 5 e 6 e a transferência dos professores de 1º grau e 40 horas da faixa 7 para a 8. “Não faz sentido ter profissionais de Nível Superior, como são esses professores, em uma faixa de trabalhadores de Nível Técnico como ocorre hoje. Eles passariam para a faixa de Nível Superior, que é a 8. A proposta corrige essa distorção”, explica.

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