Por bferreira

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou ontem que é necessário, ainda, tomar uma série de decisões fiscais antes de esperar queda dos juros. Ele foi questionado, em audiência pública na Câmara dos Deputados, sobre o alto patamar da taxa Selic (juros oficiais do país), que encarece o crédito para a população e afasta os investidores.

Em resposta, o ministro disse que, em 2012, a Selic no país estava com a taxa na metade do atual, “mas isso teve que ser revisto por causa de mudanças no quadro das contas públicas, quando as despesas federais começaram a subir e, consequentemente, a inflação também”, explicou Levy.

O ministro disse, ainda, que uma melhora no cenário fiscal atual permitiria que os juros convergissem para valores menores, o que “estimularia investimentos, a tomada de risco por empresas e pessoas”. A diminuição dos juros, segundo ele, é muito importante, mas depende muito do equilíbrio fiscal, da poupança pública e da poupança privada.

Hoje termina a última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que vai decidir se os juros continuarão no patamar atual, de 14,25% ao ano, ou subirão. A expectativa das instituições financeiras, consultadas pelo BC, entretanto, é que a comitê não mantenha a Selic na taxa atual.

Após sete altas consecutivas na taxa, iniciadas em julho de 2014, o Copom manteve a Selic em 14,25% ao ano nas duas últimas reuniões, em setembro e outubro.

Quando o Copom aumenta a taxa de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, que causa reflexos nos preços, já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

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