Gilberto Braga: Tudo deu errado na economia

Vivemos momento de “tempestade perfeita”, em que tudo que podia dar errado aconteceu

Por O Dia

Rio - Os dados do PIB divulgados esta semana mostram que a economia encolheu 1,7% no último trimestre do ano. Trocando em miúdos, tudo está pior. A imprensa noticia mais ou menos assim: “a maior variação negativa do índice desde que começaram as pesquisas ou a série histórica...”.

Essa sopa de letrinhas de indicadores (PIB, IPCA, Caged, IGP-M, Selic e etc.), em termos práticos, significa que a vida está mais difícil, que a economia não crescerá, que os preços e o aluguel vão continuar subindo, que não tem emprego para todo mundo, que a dívida do cartão de crédito não vai cair e por aí vai.

Você que não é bobo, que dá duro e que tenta pagar honestamente as suas contas, já entendeu tudo. E mais, que em 2016 também não haverá refresco. Enquanto a confusão no campo político continuar, a economia não vai reagir.

Semana passada, O DIA publicou fotos das filas imensas dos desempregados em Niterói para preencher uma ficha de cadastro. Dói na alma da gente lembrar que há pouco tempo estava tudo arrumado na vida da gente e que de uma hora para outra a economia desandou. Por isso, quem está empregado deve se esforçar para manter o trampo e quem está na procura, deve buscar se reciclar para conquistar uma vaga.

O desemprego é maior no Rio entre os jovens até 24 anos, principalmente para quem não tem um ofício ou alguma experiência de mais de um ano. Por isso, é importante fazer cursos técnicos e de aperfeiçoamento para se diferenciar e lutar pela vaga com mais chances.

Os economistas dizem que vivemos um momento de “tempestade perfeita” no Brasil, em que tudo que podia dar errado com a nossa economia aconteceu. A solução não virá de São Pedro ou cairá do céu, por isso é importante você se mexer e correr atrás, fazendo a sua parte.

Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral.

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