Barbosa diz que controle da inflação é prioridade em 2016

Ministro da Fazenda assegura compromisso de levar o IPCA para 4,5% em 2017

Por O Dia

Nelson Barbosa%2C ministro da FazendaMarcelo Camargo / Agência Brasil

Brasília - O controle da inflação é prioridade para o governo em 2016, segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Em nota divulgada na sexta-feira à noite, o ministro assegurou o compromisso da equipe econômica com o ajuste fiscal para ajudar o Banco Central a levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de volta para o centro da meta, 4,5%, em 2017.

“O controle da inflação é uma prioridade do governo, e o Banco Central do Brasil está empenhado em adotar as medidas necessárias para alcançar o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional até o fim de 2017. Nesse processo, o Ministério da Fazenda contribuirá no combate à inflação mediante a adoção de ações para o reequilíbrio fiscal e para o aumento da produtividade da economia”, divulgou o ministro.

O pronunciamento do ministro foi feito após a divulgação pelo Banco Central (BC) da carta do presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, encaminhada ao Ministério da Fazenda justificando o estouro do teto da meta da inflação em 2015. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fechou o ano passado em 10,67%, no maior nível desde 2002 (12,53%) e muito acima da meta, cujo centro é 4,5% e o teto, 6,5%.
A última vez em que o BC tinha enviado uma carta deste tipo tinha sido em 2003, quando o índice tinha fechado o ano em 9,30%.

Os dados relativos ao IPCA foram divulgados na sexta-feira. Mesmo com a desaceleração de novembro para dezembro, a taxa do último mês de 2015 foi a mais alta para o mês de dezembro desde os 2,1% registrados em dezembro de 2002. Em 2014, o IPCA fechou o ano em 6,41%, ficando abaixo do teto da meta fixada pelo BC, de 6,5%.

O IPCA se refere à alta de preços que afeta famílias com rendimento entre um e 40 salários-mínimos e abrange 11 das principais regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília), e os municípios de Goiânia e Campo Grande.

A expectativa do mercado é de que o BC subirá a taxa de juros Selic, que está em 14,25% desde julho passado. Mas muitos temem interferência do governo, já que um novo aperto representaria um encarecimento do crédito num momento em que o governo busca reativar a economia.

NÚMEROS
Inflação oficial do país em 2015, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pesquisado pelo IBGE{HEADLINE}
Teto da meta da inflação anual aprovado pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da <QA0>
meta é 4,5%

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