Por thiago.antunes
Publicado 11/01/2016 17:31 | Atualizado 12/01/2016 00:25

Rio - Para tentar impedir a demissão de 3 mil operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, recorreu ao governador Luiz Fernando Pezão. Após a reunião, Pezão intercedeu junto ao diretor financeiro da CSN, Paulo Caffarelli, garantindo a abertura de negociação entre a empresa e a entidade para implantação do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), uma das reivindicações dos trabalhadores.

O governador também procurou o ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, pedindo apoio do governo federal à indústria local.

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Em crise, a CSN iniciou na sexta-feira o processo de demissão de funcionários, dispensando 300 operários da usina Presidente Vargas, no município. Não houve comunicado ao sindicato.

Segundo Silvio, para desligar o alto forno 2 da usina, a empresa acabará demitindo 3 mil. A CSN não se pronunciou sobre o assunto e não confirma o número de demitidos. No entanto, o presidente do sindicato afirma que o governador informou o desligamento de 1.300 operários.

“Durante a reunião, Pezão ligou para o diretor financeiro da CSN, Paulo Caffarelli, que informou esses números, que são impressionantes. Além disso, mostram a insensibilidade da empresa. Os trabalhadores são pais de família e não números de matrícula”, declarou Silvio.

De acordo com representantes do sindicato, a companhia está em crise devido à falta de competitividade do aço no mercado externo. Em dezembro, a entidade se reuniu duas vezes com a empresa, que para tentar reduzir os impactos da crise, propôs cortar benefícios.

“Eles apresentaram 11 itens, como a retirada de 70% de bonificação e aumento de 6 horas de turno para 8 horas. Não aceitamos e eles não negociaram mais”, acrescentou o sindicalista.

Segundo Silvio, Pezão reconhece a crise, mas garantiu que não vai medir esforços para cessar as demissões. “Com o apoio de diversos setores vamos barrar esses cortes”, disse ele.

Colaborou Francisco Edson Alves

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