Por marlos.mendes
Publicado 13/01/2016 20:47 | Atualizado 13/01/2016 20:52

SÃO PAULO - O dólar fechou em queda sobre o real nesta quarta-feira, após dados melhores que o esperado sobre o comércio na China reviverem o apetite por risco nos mercados globais depois de dias de intensa turbulência. O dólar recuou 0,85% por cento, cotado a R$4,0109 para venda. A moeda americana chegou a cair a R$ 3,9710 durante a sessão, mas afastou-se das mínimas em meio à volatilidade dos preços do petróleo no exterior.

As exportações e as importações chinesas recuaram menos que o esperado em dezembro. As importações de petróleo marcaram sua máxima recorde e as importações de cobre na segunda maior economia do mundo apresentaram o segundo maior resultado na série histórica, alimentando a demanda por moedas ligadas a commodities.

A Bovespa fechou com o seu principal índice em queda nesta quarta-feira, pelo sexto pregão consecutivo, fracassando novamente na tentativa de recuperação diante da piora nos pregões em Wall Street e volatilidade dos preços do petróleo. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 1,53%, a 38.907 pontos, menor patamar desde 16 de março de 2009. Na máxima da sessão, o índice de referência do mercado acionário brasileiro chegou a subir 1,36% por cento. O volume financeiro foi novamente baixo, R$ 4,65 bilhões de reais, contra a média diária de R$ 7,33 bilhões de reais em 2015. No mês, a média está em R$ 5,03 bilhões.

Volatilidade dos preços do petróleo

A queda recente do iuan vinha alimentando preocupações com a saúde da economia chinesa reduzindo a procura por ativos de países emergentes. O banco central da China deixou estável sua taxa referencial para a moeda nesta quarta-feira, mas as bolsas do país asiático novamente recuaram.

O bom humor no mercado de câmbio no Brasil foi limitado, porém, pela volatilidade dos preços do petróleo. Após operarem em alta firme durante a manhã, os preços da commodity foram afetados durante a tarde por dados mostrando aumento nos estoques dos EUA. Operadores avaliam que as cotações tendem a continuar oscilando muito por conta das incertezas no cenário doméstico.

O foco mais imediato é a reunião do Banco Central da semana que vem, com expectativa majoritária de alta de 0,50 ponto percentual nos juros básicos, elevando a taxa Selic para 14,75% ao ano.

O Banco Central realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Às 17h20, o BC havia rolado o equivalente a 4,511 bilhões de dólares, ou cerca de 43% por cento do lote total, que corresponde a 10,431 bilhões de dólares.

Com informações da Reuters

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