Por bferreira
Rio - Após pressão dos trabalhadores, que fizeram paralisação de quatro horas na madrugada de ontem, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) decidiu parar o processo de demissão de funcionários da usina Presidente Vargas, em Volta Redonda.
Devido à mobilização, a empresa se reuniu com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, quando se comprometeu a cessar as dispensas.
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Segundo a entidade, a CSN admitiu o desligamento de 700 funcionários em três dias ( de sexta-feira até terça-feira). O sindicato estimava ainda um total de 3 mil demissões com o desligamento do alto-forno 2, responsável por cerca de 30% da capacidade da usina.
Essa seria uma das medidas adotadas pela CSN para reduzir a produção. A empresa vem passando por uma crise devido à baixa competitividade do aço no mercado externo e está cortando custos.
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Procurada, a CSN afirmou que “não se pronunciará sobre o assunto”.
Representantes do sindicato também buscaram apoio do governo estadual para evitar as demissões. Na segunda-feira, o presidente da entidade, Silvio Campos, pediu a intervenção do governador Luiz Fernando Pezão, que chegou a procurar a direção da companhia. Pezão também se comprometeu a levar o assunto ao governo federal.
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“A decisão da CSN foi uma vitória dos trabalhadores. Tivemos que fechar a usina, mas a interferência dos governos federal e estadual, além da imprensa, foi fundamental para isso. Precisamos do apoio de todos para mostrar a nossa força”, disse Silvio Campos.