Nelson Barbosa volta a defender a cobrança de CPMF

Ministro da Fazenda diz que imposto é uma 'poupança'

Por O Dia

Suíça - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, voltou a defender a criação da CPMF. Ele disse que colocar o tributo em vigor novamente é uma “poupança necessária” e “receita extra” para o país atravessar uma fase de maior turbulência econômica em 2016.

Segundo ele, apesar das resistências, o governo trabalhará pela aprovação do tributo pelo Congresso até maio, de forma que ele possa vigorar já a partir de setembro.

“É necessário contar com ela para atravessar essa fase de turbulência econômica. Sem esse aumento vai demorar mais tempo para recuperarmos a economia. Isso importa para trabalhadores e empresários”, afirmou o ministro em entrevista coletiva durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

O governo conta com a aprovação da CPMF pelo Congresso Nacional para atingir a meta de superávit primário (a poupança destinada ao abatimento da dívida pública) de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016.

SELIC CONTINUA A 14,25%

O Comitê de Políticas Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu ontem manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 14,25%. Mesmo com a pressão do mercado para o aumento da taxa, a decisão foi tomada por seis integrantes do comitê, contra dois que votaram pelo acréscimo de 0,50 ponto percentual.

Essa é a quarta vez consecutiva que o Copom decide manter a taxa, mesmo com as últimas altas expressivas da inflação. A Selic é uma ferramenta usada para frear o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que fechou 2015 em 10,67%.

O Comitê divulgou nota justificando que avaliou o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos para tomar a decisão.

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