Por felipe.martins

Rio - O Banco do Brasil, Bradesco, a Caixa Econômica Federal, o Itaú Unibanco e Santander se uniram para criar uma empresa gestora de inteligência de crédito, que permitirá ao setor bancário e demais instituições da área aprimorar a capacidade de análise e gestão de suas carteiras de empréstimos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou esperar que a GIC, nome criado para a empresa, contribua, no futuro, “para a queda de spreads (diferença entre a taxa de captação de recursos pelos bancos e a cobrada dos clientes), da inadimplência e do superendividamento de clientes”.

A entidade comentou, ainda, que a partir do acordo para criação da GIC espera-se que a nova empresa leve cerca de quatro anos para realizar a estruturação tecnológica e geração de dados que viabilizem a operação. Conforme a Frebaban, apenas depois da autorização prévia dos clientes, as instituições de crédito repassarão dados cadastrais e de crédito de pessoas físicas e jurídicas à nova gestora de inteligência de crédito. Os clientes “bons pagadores” poderão receber condições melhores para pagar os empréstimos.

Segundo fontes, os bancos preferiram ter uma central própria, na qual podem compartilhar informações entre si, do que usar dados da Serasa Experian ou da Boa Vista. A LexisNexis Risk Solutions, empresa especializada em fornecimento global de soluções de análise e gerenciamento de riscos, será a parceira técnica dos bancos para a criação da GIC, que ainda necessita da aprovação de órgãos reguladores.</CW>

“Estamos honrados por termos sido selecionados pela Febabran e pelos maiores bancos brasileiros para implementar o que, acreditamos, será uma gestora de inteligência de crédito cujo exemplo outros consórcios de bancos desejarão seguir”, disse Rick Trainor, CEO de Serviços para Empresas da LexisNexis “Esperamos que a iniciativa incite outros países e grupos de indústrias a seguir o mesmo caminho de uso da tecnologia avançada para gerar progresso e estimular o crescimento econômico”, acrescentou.

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