Professores decidem acampar na Alerj até serem recebidos por Pezão

Docentes da rede estadual terão encontro com deputado, mas pleiteiam encontro com vice-governador para retomar negociações

Por O Dia

Rio - Cerca de 300 professores da rede estadual que, após a audiência que definiu a continuidade da greve dos profissionais, decidiram acampar nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) até serem recebidos pelo vice-governador do estado, Luiz Fernando de Souza, o Pezão. O objeto dos docentes é retomar as negociações sobre a paralisação da categoria, que começou no dia 8 de agosto. 

Após protesto, o grupo conseguiu uma audiência para esta quinta-feira com o deputado André Corrêa, líder do governo Cabral na Câmara, onde pedirão que o parlamentar interceda pelo encontro com Pezão. O policiamento no local foi reforçado. Até o momento, não registro de confusão nas imediações.

No entanto, cerca de 40 policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT), se infiltraram entre os manifestantes e o clima é de tensão. Professores informaram que pretendem conversar com o comando da PM no local.

Segundo a coordenadora do Sepe, Vera Nepomuceno, os encontros com a secretaria não avançaram: “Alguns pleitos, como a eleição para diretores das escolas, dependem só de canetada. Queremos acabar com nomeação”. 

De acordo com o Sepe, a categoria pede reajuste de 20% (o governo deu 8%, e os servidores querem chegar aos 28%); 30 horas semanais dos funcionários administrativos (eles cumprem 40); um terço do planejamento para atividades extracurriculares, e o que chama “ uma matrícula, uma escola”. “Professor que tem uma matrícula cumpre carga horária em mais de uma escola”, aponta Vera.

Professores estaduais e manifestantes contra a lei que proíbe máscaras se uniram em ato até a AlerjFernando Souza / Agência O Dia

Grupo protestou contra lei que proíbe máscaras

O ato que pede o fim da lei que proíbe mascarados em manifestações, começou em frente ao Tribunal de Justiça, por volta das 17h desta quarta-feira. Cerca de 50 pessoas, boa parte com rostos cobertos, estão no local. Outros 50 PMs estão fazendo um cordão de isolamento em torno do prédio, para não permitir qualquer depredação

Além da demanda anti-lei, os manifestantes pedem a libertação de seis pessoas detidas durante protestos que ainda estão presas. Cinco delas estão no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste, e uma em Japeri, na Baixada Fluminense.

Após uma hora, o grupo se uniu a 400 professores da rede estadual que chegaram na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que decidiram em assembleia nesta quarta continuar a greve da categoria. Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes gritam palavras de ordem nas escadarias da Alerj.

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