Secretária garante que não haverá retaliação na volta dos professores

Em reunião nesta terça, docentes municipais decidiram por fim da greve. Rede estadual decide nesta quarta-feira

Por O Dia

Rio - Através de sua página no Twitter, a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, informou que o calendário de reposição das aulas será divulgado nesta quarta-feira. Serão 24 dias úteis de aulas extras, a serem ministradas aos sábados. A secretária informou ainda que já está providenciando lanche emergencial para as unidades.

Na rede social, Costin confirmou também que as faltas dos profissionais durante a greve serão abonadas, conforme decisão judicial. E afirmou também que o retorno dos professores às salas de aula será de tranquilidade, sem retaliações. Costin disse que “os compromissos firmados pela secretaria serão cumpridos”.

O Sepe informou que as coordenadorias regionais vão tratar das reposições na segunda-feira e o conselho deliberativo votará o cronograma na terça, durante a assembleia na Cinelândia.

A decisão sobre rumo do movimento foi tomada ontem em assembleia na Tijuca com oito mil profissionaisUanderson Fernandes / Agência O Dia

Com o lema ‘a luta continua’, professores da rede municipal de ensino resolveram suspender a greve, que já durava 34 dias. A decisão foi tomada em assembleia com 8 mil pessoas. A categoria resolveu voltar às salas de aula nesta quarta com a condição de se manter em estado de greve — ou seja, a qualquer momento podem voltar a cruzar os braços.

Na terça-feira, um protesto pacífico, seguido de nova assembleia, estão previstos na Cinelândia. A rede estadual decide nesta quarta-feira, no Clube Municipal da Tijuca, se segue em greve.

A reposição das aulas será discutida semana que vem. Durante a assembleia, a maior parte dos professores optou por negociar as aulas extras só quando a prefeitura apresentar o Plano de Cargos e Salários, que está em processo de finalização e poderá ser encaminhado à Câmara Municipal até segunda-feira.

“Na terça (quando há sessão plenária), vamos fazer uma pressão na Câmara para ver este plano. Queremos dar nossas opiniões até para que os vereadores discutam com o Executivo o que é melhor para nossa classe”, opinou a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), Martha Moraes. O plano prevê, entre várias demandas, a equiparação salarial das categorias do Ensino Fundamental e dos anos iniciais.

Antes da assembleia de ontem, as nove coordenadorias regionais de educação já haviam votado, no dia anterior, pelo rumo da greve. Do total, sete escolheram a suspensão. Das que decidiram pela continuidade, o argumento era de que a classe perderia a credibilidade se desistisse da paralisação. “Não podemos confiar nesse governo”, argumentou a professora Ana Paula Meireles, de uma escola municipal da Tijuca.

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