Prefeitura não vai mais negociar com o Sepe enquanto greve continuar

Em nota, órgão pediu que professores retornem às suas funções

Por O Dia

Rio - A Prefeitura do Rio informou, na tarde desta segunda-feira, que não há vai mais negociar com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) enquanto a greve no setor continuar. Uma reunião prevista para hoje não foi confirmada por determinação do prefeito Eduardo Paes. Em nota, o órgão informou que recebeu o sindicato 10 vezes nos últimos 30 dias e reafirmou "que cumpriu com todos os pontos acordados com a categoria, inclusive o de enviar o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração para a Câmara de Vereadores".

O plano foi entregue à Câmara no dia 17 de setembro, no entanto os docentes não concordaram com diversos pontos do documento e, na última sexta-feira, 50 deles ocuparam o 13º andar da Prefeitura, onde fica o gabinete de Paes, para pedir uma reunião com o prefeito e o fim da votação em urgência do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração na Câmara. Na ocasião, o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo, propôs uma reunão nesta segunda-feira às 18h com os profissionais. Após mais de quatro horas de permanência no órgão, os docentes deixaram o local sem a confirmação do encontro.

Sobre o episódio, a Prefeitura informou que vai abrir inquérito administrativo para apurar as responsabilidades do ocorrido. O órgão pede que os professores retornem às suas funções, "tendo em vista os ganhos já obtidos nas negociações e o prejuízo causado aos alunos da rede municipal por mais dias sem aula".

Nesta tarde, profissionais percorreram os gabinetes dos vereadores na Câmara, pedindo apoio à categoria com a não aprovação do projeto do Plano proposto pela Prefeitura. De acordo com o vereador Luiz Fernando Guaraná (PMDB), líder do governo na Câmara, o documento será mantido na votação em regime de urgência e pode ser votado a qualquer momento. 

TJ mantém multa contra o Sepe

Desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça mantiveram a multa de R$ 300 mil por dia para o Sepe já que, segundo a Secretaria Estadual de Educação, os grevistas deveriam ter retornado às salas de aulas desde o dia 6. Em outra decisão, o TJ derrubou a liminar que impedia o desconto dos faltosos.

Segundo a secretaria, apenas 662 servidores, de um total de 91 mil, faltaram ao trabalho nesta segunda-feira.

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