A nova geração de mestres

Número de professores que se formam por ano ainda é insuficiente para atender carência

Por O Dia

Rio - No Dia do Professor, uma geração de jovens que está saindo das universidades é a esperança para o futuro do magistério, às voltas com a perda de prestígio e baixos salários. Mas, de acordo com dados do Censo da Educação Superior, o número de professores que se formam a cada ano no país é insuficiente para atender a carência de mestres nas 146 mil escolas brasileiras.

Em média, as universidades não diplomam nem metade dos matriculados nos cursos de Formação de Professores. Em 2011, 4 mil docentes se formaram em Química e outros 4 mil trancaram matrícula. Na época, o curso tinha 8.730 matriculados. Em Matemática, 11,9 mil alunos deixaram o curso naquele ano, o mesmo número dos que concluíram. O problema atinge também estudantes de Licenciatura em Física, em Matemática, em Informática e em Ensino Fundamental.

Mas ainda existem aqueles que acreditam que lecionar seja um jeito eficiente de mudar a sociedade. É o caso do casal Marina Letti e Renan Fontes, ambos de 23 anos. Estudante da Unirio, Marina, que se forma no ano que vem, afirma ter sofrido na pele a desvalorização da carreira. “Minha família não estimulou, dizia que eu ia morrer de fome”, conta. Mesmo assim, ela nunca pensou em desistir.

Marina Letti e Renan Fontes não desistiram do sonho de lecionarCarlo Wrede / Agência O Dia

“A escola é o primeiro contato com a sociedade, onde o aluno aprende limites e valores. Quero fazer parte disso”, relata. Já Renan Fontes, formado desde março, trabalha em uma colégio privado na Zona Norte do Rio enquanto espera convocação para dar aulas no Município. “Quero mostrar às crianças mais humildes a importância do estudo para mudar sua realidade”, sonha o jovem.

Nesta quarta-feira a data será marcada por mais um protesto de professores da rede municipal, há mais de dois meses em greve. A categoria realiza nesta quarta assembleia, no Club Municipal, na Tijuca, para decidir se mantém a paralisação.

Abordagens vigiadas pelo MP e agentes

Para garantir atos pacíficos, as abordagens feitas por PMs, identificados por números, serão acompanhadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Nas manifestações, o Sepe terá acesso aos oficiais da corporação. As medidas, que já valerão para o protesto desta quarta, marcado para 15h na Alerj, foram decididas em encontro entre Sepe, MP e PM.

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