Por cadu.bruno
Rio - Alunos da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) prometem realizar um protesto nesta terça-feira, às 17h, no Centro do Rio. Nesta segunda, Ministério da Educação (MEC) descredenciou as duas instituições depois que seus controladores — o Grupo Galileo — não cumpriram acordo fechado ano passado de colocar as dívidas em dia.
O presidente da Galileo vai conceder entrevista coletiva nesta terça-feira, às 14h, para explicar as medidas a serem tomadas após o descredenciamento das universidades.
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A decisão foi tomada pelo colegiado superior da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres). Segundo a pasta, os motivos foram a baixa qualidade acadêmica, o grave comprometimento da situação econômico-financeira da mantenedora e a falta de um plano viável para superar o problema, além da crescente precarização da oferta da educação superior, informou a ‘Agência Brasil’. A medida será publicada hoje no Diário Oficial da União.
De acordo com o MEC, os alunos serão transferidos para outras instituições superiores de ensino. Para isso, o ministério divulgará, em até cinco dias úteis, um edital convocando as instituições do Rio de Janeiro que tenham interesse e condições para receber os alunos regularmente matriculados. Os programas federais de acesso ao ensino superior que os alunos da Gama e da UniverCidade foram credenciados também terão validade nas novas faculdades, segundo o MEC.
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Os problemas da Gama Filho começaram há cerca de três anos, com atrasos de salário de professores e funcionários e diversas greves que deixaram os cerca de 2,4 mil alunos sem aulas por vários períodos. O curso de Medicina — o mais caro da instituição, fundada pela família do ex-ministro da Educação Luiz Gama Filho como Colégio Piedade em 1939 —, custava ano passado cerca de R$ 3,7 mil mensais.
Em 2012, o MEC instaurou um processo de supervisão a partir de denúncias de irregularidades, deficiências acadêmicas e insuficiência financeira relacionadas ao início da gestão do grupo Galileo.
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Controlador repudia a decisão
O Grupo Galileo emitiu nota de repúdio ao descredenciamento das duas universidades ontem à noite. A decisão foi classificada como ‘injusta e arbitrária’ e que ‘leva o caos a duas instituições’, além de ‘violar princípios constitucionais como o da isonomia’.
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De acordo com o Galileo, uma proposta de reestruturação foi apresentada com a retomada do projeto educacional e a regularização de salários. Além disso, o patrimônio imobiliário do grupo superaria as dívidas.
O grupo ressalta ainda que o descredenciamento põe em risco o emprego de 1,6 mil professores e 1 mil funcionários administrativos. O Galileo vai recorrer ao MEC e à Justiça, se preciso, segundo a nota.