Por thiago.antunes

Rio - Diante do descumprimento da ordem judicial, do início do mês passado, na qual o Grupo Galileo foi obrigado a entregar diplomas aos alunos formandos e formados da Gama Filho e da UniverCidade, a Defensoria Pública do Estado vai entrar com uma ação civil pública pedindo uma solução imediata ao Ministério da Educação.

A ideia é que a emissão do diploma seja feita pelas três universidades que vão receber os estudantes: Estácio de Sá, Veiga de Almeida e Senac Rio. Por conta do descumprimento da decisão, o Grupo Galileo acumula mais de R$ 2 milhões em multas.

Os diplomas e certificados de conclusão da graduação deveriam ser entregues aos alunos até 28 de fevereiro. Na UniverCidade, a questão da documentação já foi solucionada, mas na Gama Filho, nada foi emitido. O Grupo Galileo reconheceu o problema e atribuiu a falha a um defeito no sistema de banco de dados da faculdade. Segundo informou, tudo será resolvido até o fim da semana que vem e, provavelmente, um posto físico será instalado para atender a estes alunos.

Gama Filho não entregou os diplomas de formados e formandosMarco Antônio Cavalcanti / Agência O Dia

“A prioridade agora são os formandos e formados. Sem documentos, eles estão com a vida profissional parada. A cada dia que passa é um dia que eles estão fora do mercado”, comentou a defensora Larissa Davidovich, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor.

Desde quando as instituições fecharam as portas, ele atendeu mais de 500 alunos que não receberam diploma. O fisioterapeuta Marcos Dionísio de Souza, de 43 anos, é um deles. No fim do ano passado, ele concluiu os seis anos de Medicina na Gama Filho e até agora não sabe como pegará seu certificado.

“Já perdi várias oportunidades de residência médica porque não tenho uma comprovação de que concluí a faculdade. É muita falta de respeito”, desabafou Marcos, que desembolsava mais de R$ 3.500 de mensalidade.

Outra alternativa sugerida pela Defensoria, para atender aos alunos formados, seria um registro provisório dos conselhos profissionais. “Sabemos que a responsabilidade da documentação é inteiramente do Grupo Galileo, mas se não fazem, o MEC deve estabelecer outra norma”, diz.

O Consórcio Rio Universitário, formado por Veiga, Estácio e Senac, informou que a emissão de diplomas é um desafio, já que as instituições não têm os dados acadêmicos dos alunos formados. No entanto, o consórcio afirmou que acatará qualquer decisão do MEC.

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