Por helio.almeida

Rio - O secretário estadual de Educação, Wilson Risolia informou na manhã desta sexta-feira, durante coletiva de imprensa, que o governo ficou surpreso com a decisão do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) em deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira.

Segundo ele, é impossível conceder 20% de aumento: "Recebemos com surpresa essa greve. Temos negociado e cumprido rigorosamente o acordo assinado ano passado com o Supremo Tribunal Federal (STF). O mês de dissídio é maio. O mês nem acabou e eles já aprovaram nova paralisação. Tem seis meses que saímos da última greve, é uma atitude lamentável onde os principais prejudicados são os alunos".

Secretário Estadual de Educação%2C Wilson RisoliaDivulgação

A medida pode afetar o calendário escolar em um ano já peculiar por causa da Copa do Mundo. Já existem aulas durante os sábados por causa do evento esportivo. Se a greve for longa, Risolia informou que deverão ser dadas aulas aos sábados no segundo semestre deste ano.

Nova reunião com STF

A Secretaria Estadual de Educação ainda não foi notificada sobre a decisão da greve e lembrou que são necessárias 48 horas de antecedência para que a greve seja considerada legal. O ministro do STF, Luiz Fux, convocou os secretários de Educação do Estado e da Prefeitura do Rio para nova audiência na próxima terça-feira, em Brasília. O Sepe e o Uppes (entidades representativas) também foram convidados.

O ministro Fux sugeriu, com o objetivo de aumentar a probabilidade de êxito da audiência, que as partes avaliem “prévia e detidamente” a possibilidade de superação dos óbices ao prosseguimento do acordo, como também a suspensão da greve até o dia 13. O fundamento da nova greve é a alegação dos professores de descumprimento do acordo firmado na conciliação realizada pelo STF

Na paralisação de 24 horas da última quarta-feira, 302 professores faltaram e 504 turmas foram afetadas. Ao todo, 11 mil alunos ficaram sem aula. De acordo com Risolia, o estado vai aguardar a adesão à greve para decidir quais medidas jurídicas serão tomadas.

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