Por tamara.coimbra

Rio - Com medo de chegar atrasada a segunda etapa do Exame Nacional do Ensino Médio, Amanda Alli, de 19 anos, chegou à UERJ às 11h30. Mesmo sabendo que o teste deste domingo não teria validade, ela quis testar seus conhecimentos.

Após chegar atrasada no primeiro dia de provas do Enem%2C Amanda Alli chegou na Uerj por volta das 11h30 deste domingoDivulgação

"Ontem foi o pior dia da minha vida, mas minha família me apoiou. Ela e meus amigos foram fundamentais para eu estar aqui novamente. Vou tirar um notão", disse a jovem ao entrar na universidade.

Enquanto Amanda recebia carinho pessoalmente, o Colégio e Curso Tamandaré foi criticado por ter lhe dado uma bolsa de estudos integral. "Disseram que estamos criando uma 'bolsa-atraso', que fomos paternalistas", disse o coordenador pedagógico Álvaro Barreto.

"Vários alunos disseram pelo Facebook que 'a pancada ensina' e que deveríamos ter deixado ela aprender com o erro", complementou Emanuel Nascimento, professor de História. Apesar das críticas, a bolsa da jovem foi mantida, confirmou o coordenador.

Perdeu a prova de sábado

No sábado, a estudante Amanda Alli saiu de casa às 12h e foi com a mãe de carro para a Uerj, onde faria o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mas o trânsito atrasou o seu sonho de ser jornalista. Às 13h03 ela chegou à faculdade, mas os portões estavam sendo fechados, já que as provas foram iniciadas às 13h.

“Moço, pelo amor de Deus, me deixa entrar”, implorou, sem sucesso, ao mesmo tempo em que se ajoelhava no chão.

“Não posso”, respondeu o funcionário, enquanto a pequena multidão que se formou ao redor gritava em uníssono que a deixasse entrar. Não deu certo.

O caso de Amanda, que mora em um bairro distante do local onde faria seus exames, não é único. Segundo Álvaro Barreto, coordenador pedagógico do Colégio e Curso Tamandaré, falta organização do MEC na hora da distribuição dos locais de prova. “Tenho alunos que moram em Madureira e estão fazendo prova no Estácio, quando poderiam estar fazendo no próprio bairro.”

Neste domingo, os candidatos realizam as provas de linguagens e códigos, matemática e redação. No sábado, os participantes fizeram as provas de ciências humanas e ciências da natureza. São mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, que fazem as provas em mais de 1,7 mil cidades.

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