Professores estaduais farão paralisação de 24 horas nesta quarta-feira

Sindicato organiza ato público na Alerj com aula sobre as consequências da crise econômica do Rio na Educação

Por O Dia

Rio - Os profissionais da rede estadual de Educação do Rio farão uma paralisação de 24 horas, nesta quarta-feira, contra os cortes do governo no setor. Esta é a primeira mobilização da categoria após a greve unificada de 2014 — junto com a rede municipal —, que durou 47 dias. Será realizada ainda uma 'aula pública', às 15h, nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para alertar a população sobre as consequências da crise econômica no ensino.

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De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), os cortes anunciados pelo governador Luiz Fernando Pezão têm afetado as escolas, desde a compra de produtos básicos até a merenda dos alunos.

Depois do ato na Alerj, a categoria vai se unir com os profissionais da rede municial em uma passeata da Candelária até a Cinelândia. Há a possibilidade ainda de educadores das universidades federais e estaduais, além da Faetec, participarem do protesto.

Greve unificada em 2014 durou 47 dias

Em 2014, o impasse nas negociações entre os governos municipal e estadual e o Sepe fez a greve dos educadores durar 47 dias. A paralisação começou foi iniciada no dia 12 de maio e terminou em junho em uma votação acirrada durante assembleia da categoria. Foram 601 votos pela suspensão, 560 pela continuidade e 25 abstenções.

A maioria dos participantes reunidos em assembleia organizada pelo Sepe entendeu que houve avanços nas negociações com os governos. Na rede estadual, houve reajuste de 9% concedido pelo estado, apesar de a categoria ter pedido 20%. Já na rede municipal não houve aumento. 

Entre as outras reivindicações, a categoria pedia o fim da meritocracia — negado pelos governos — e a eleição para diretor. 

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