Imóvel na planta requer cuidados especiais na hora da compra

Juro menor e prazos de financiamento maiores são atrativos

Por O Dia

Rio - Imóvel na planta, em construção ou usado? Residencial ou comercial? Pagamento à vista, financiamento ou consórcio? Estas são algumas perguntas feitas por quem pensa em comprar imóvel para morar ou para investir. Em todas as situações, o ideal é fazer um levantamento das ofertas disponíveis. No caso dos imóveis na planta ou que estão em construção, uma das vantagens é o valor mais acessível. Geralmente, as construtoras exigem até 20% de entrada, que vai sendo paga durante a construção, e os 80% na entrega das chaves, que podem ser financiados.

O empreendimento Maui é uma opção de imóvel na planta em construçãoDivulgação

Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário da Caixa, afirma que é cada vez maior o número de pessoas que compram unidades na planta. “As condições oferecidas hoje tornam ainda mais fácil a aquisição do imóvel. Isso inclui juros mais baixos e prazo maior de financiamento. E quanto mais relacionamento o cliente tiver com o banco, mais vantagem ele vai ter”, afirma Teodoro.

Para uma compra segura, Bruno orienta a chegar a idoneidade da construtora e pegar referências de quem já comprou. “Se for financiar, é importante fazer simulações nos sites dos bancos, conhecer os índices de correção do saldo devedor, entre outros detalhes”, diz o diretor da Estrutura.

Ele indica também a leitura detalhada do contrato. “Quem adquire imóvel na planta deve saber que durante a construção não há cobrança de juros sobre as parcelas, pois o produto ainda não foi entregue. O índice de correção anual de parcelas, valor das chaves e saldo devedor pode ser o INCC — Índice Nacional de Custos da Construção — ou o CUB — Custos Unitários Básicos de Construção”, explica o executivo.

FGTS: aliado do trabalhador

Quem trabalha com carteira assinada tem o FGTS como um grande aliado na compra do imóvel. Isto porque o recurso pode ser usado para a compra à vista, para dar entrada, abater o saldo devedor ou pagar até 80% do valor da prestação. Para recorrer ao fundo, o trabalhador precisa ter, pelo menos, 36 meses de recolhimento no FGTS.

Além disso, a pessoa não pode ter outro imóvel no município onde deseja comprar ou ter outro financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em nenhuma parte do território nacional. “Na Estrutura Consultoria verificamos que mais de 50% dos clientes utilizam o fundo na compra do imóvel”, diz o diretor Bruno Teodoro.

Consórcio para imóveis

Outra forma de adquirir o bem é se programar por meio do sistema de consórcios. Entre as vantagens está o baixo custo final de aquisição e o consorciado ainda pode utilizar até 10% do valor do crédito para despesas com documentação, entre elas seguro, certidões e escritura. Com a carta de crédito, que é obtida por meio de sorteios ou lances, é possível comprar à vista e negociar valores e descontos. Há também a possibilidade de usar o FGTS para lance e complemento da carta de crédito, para amortização e antecipação de parcelas.

Segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), de janeiro a dezembro de 2013, o total de participantes chegou a quase 694 mil.

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