Zonas Sul e Central puxam valorização do mercado imobiliário do Rio

Balanço do Secovi Rio mostra que demanda por compra e venda de unidades continua aquecida

Por O Dia

Balanço mostra que o mercado imobiliário no Rio segue aquecidoDivulgação

Rio - O ano de 2013 foi de acomodação para o mercado imobiliário no Rio, mas ainda não se pode falar em queda nos valores dos imóveis, já que a demanda e a oferta continuam aquecidas. É o que indica a publicação Panorama do Mercado Imobiliário, divulgada recentemente pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio), que traz dados sobre condomínios, compra, venda e locação.

Para venda, segundo a pesquisa, a valorização do metro quadrado geral da cidade, de 10,1%, pode ser considerada expressiva, só que menos intensa do que a de 2012 (12,9%). O índice pode ser explicado também pelo aumento de 15,1% no número de imóveis disponíveis: subiu de 26.835 unidades, em janeiro de 2013, para 30.902 em dezembro.

A Zona Sul e o Centro registraram a maior valorização. Na primeira, a alta foi de 14,5%. E na segunda, 11,6%. Cosme Velho e Urca, locais com oferta reduzida de imóveis e demanda crescente, foram os responsáveis pela elevação dos preços.

João Fortes Engenharia e Mozak são exemplos de empresas que investem na Zona Sul. “O crescimento do mercado imobiliário de luxo carioca, principalmente na Zona Sul, se explica por um conjunto de fatores: grande apelo turístico e visibilidade internacional, pouca oferta de terrenos e alta demanda”, destaca Isaac Elehep, sócio-diretor da Mozak.

Já a região central, por causa das melhorias urbanísticas, tem atraído mais pessoas para morar. O estudo indica bairros como Lapa, Santa Teresa e Bairro de Fátima como termômetros para esta procura.

A Barra da Tijuca e a Zona Norte apareceram no levantamento com variações menores de preços para venda em 2013, o que pode ser explicado pela forte valorização dos últimos anos em consequência das melhorias urbanísticas na Barra e pela chegada das Unidades de Polícia Pacificadora. Estas duas regiões concentram lançamentos de construtoras como RJZ Cyrela, Calçada, Leduca, CTV, Living, Grupo Avanço Aliados e Mega 18, entre outras.

Estudo aponta que o aluguel teve uma queda de 1%2C8%Divulgação

No segmento de locação, a queda foi de 1,8%

No segmento de locação, o estudo do Secovi Rio indicou uma queda de 1,8% no valor médio do metro quadrado em 2013, passando de R$ 42,31, em janeiro, para R$ 41,53 em dezembro. Para Edison Parente, vice presidente comercial da Renascença Administradora, apesar da carência em ofertas ainda ser grande para alugar, é normal haver uma moderação no crescimento dos preços praticados.

“Acredito que haja adequação de preço à realidade, porém, ainda muito pequena e não sentida pelo mercado”, diz Parente. Ele complementa que a tendência para este ano é de manutenção dos preços.

“Ainda assim, bairros que receberem investimento em infraestrutura, seja segurança, seja equipamento público, seja transporte ou saneamento, vão se valorizar bem acima da média. É o que está sendo esperado com a pacificação da Maré e os bairros no entorno”, ressalta.

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