Por bferreira

Rio - Os preços dos imóveis desaceleraram pelo oitavo mês seguido, em julho. De acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o aumento médio foi de 10,40%, menor resultado desde 2011. Mesmo assim, o Rio de Janeiro manteve o maior valor do metro quadrado, com R$10.699, soma superior a que foi registrada em junho de R$ 10.648.

Na cidade, os bairros com preços médios mais altos são Leblon (R$ 22.645), Ipanema (R$ 20.347), Gávea (R$ 17.839), Lagoa (R$17.581) e Jardim Botânico (R$ 16.632). Já os imóveis que custam menos ficam nos bairros como Pavuna (R$ 2.250), Guadalupe (R$2.701), Bangu (R$2.751), Coelho Neto (R$ 2.855) e Jardim América (R$ 2.844).

Em metade das 16 cidades pesquisadas pelo índice Fipe, o preço do metro quadrado anunciado subiu neste ano menos do que a inflação. No acumulado no ano até julho, o valor médio dos imóveis no país avançou 4,11%, segundo o levantamento. Já a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos sete primeiros meses do ano está prevista em 3,9%.

As maiores altas no ano foram verificadas em Vitória (ES), com 7,13% e em Fortaleza (CE), 6,6%. No Rio de Janeiro, os preços subiam 5,64% no acumulado até julho e, em São Paulo, 5,20%.

Em julho, o aumento médio nas 16 cidades pesquisadas foi de 0,56%. Os maiores aumentos foram registrados em Vitória (1,39%) e em Porto Alegre (1,22%). Brasília foi a única cidade com queda nos preços no mês (-0,44%). Em São Paulo, a alta foi de 0,76% e, no Rio de Janeiro, de 0,48%.

Especialista recomenda esperar fim do ano para tentar alugar unidade

Quem esperou a Copa do Mundo acabar para alugar um imóvel com preço mais baixo, precisa aguardar mais alguns meses. Essa é a recomendação do professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Luis Carlos Ewald. “A euforia da Copa passou, mas os preços continuam altos. O meu conselho é esperar até o fim do ano”, afirma.

Ele explica que agosto será um mês decisivo, por ser consecutivo ao término do Mundial. “Enquanto os preços não caem, vemos pessoas devolvendo os imóveis aos proprietários por não conseguirem pagar. A taxa de retorno tem sido entre 15% e 20%”, diz o professor.

Ewald também comenta o movimento conhecido como bolha imobiliária. De acordo com o especialista, há previsão de estourar. ”Quem comprou imóveis para investir não está conseguindo alugar por que a economia do país não está boa e os consumidores não têm dinheiro para pagar tão caro”, explica.

Neste cenário de muita oferta e pouca procura, Ewald recomenda que os interessados em alugar pechinchem. “Muitos proprietários querem alugar caro, mas como não conseguem eles estão propensos a baixar o preço de forma mais fácil”, orienta.

O professor prevê, ainda, que haverá redução dos preços, mas não será expressiva.“No mínimo, o valor perde para os 11% da taxa Selic(taxa básica de juros oficial)”, conclui.

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