Por paulo.gomes
Premier Flat%2C em Queimados%2C é uma opção no setor hoteleiroDivulgação

Rio - Quem planeja ter uma renda a mais por mês ou até um complemento para a aposentadoria pode aproveitar as chances no segmento hoteleiro. São opções em hotéis e apart-hotéis no Estado do Rio, em que o interessado escolhe entre investir em uma cota ou comprar a unidade completa, dependendo do empreendimento. O retorno mensal será proporcional ao valor aplicado.

Ricardo Mayer, diretor da Cabral Garcia Empreendimentos Imobiliários, explica que, em média, o ganho líquido varia de 0,6% a 1% ao mês. “É um valor livre de Imposto de Renda e da inflação. Sem contar que o cliente não precisa se preocupar com a ocupação. Há uma empresa que administra tudo”, complementa Mayer. A Cabral Garcia tem cinco projetos no segmento, entre eles o Ibis Volta Redonda/Barra Mansa.

No caso de desistência, a cota pode ser cedida a terceiros. O mesmo acontece nos projetos em que as unidades, ou seja, os quartos são vendidos.

“A pessoa recebe o RGI (Registro Geral de Imóveis) individualizado do quarto, com remuneração proporcional ao tamanho dele”, afirma Igor Celano, diretor comercial da Inter Rio, responsável pelo Alphamondo Transamérica Hotel, em Rio das Ostras.

Em Queimados, o Premier Flat está sendo construído pela Zoneng Engenharia. Serão 156 unidades e duas lojas, centro de convenções, restaurante e lazer. “Vamos atender indústrias que estão chegando e dar início a modernização local”, ressalta o diretor Henrique Zonenschein. As unidades têm preços a partir de R$ 208 mil e podem ser financiadas pela Caixa Econômica Federal.

Mercado no Rio cresce bem acima da média nacional

A Incortel, em parceria com a Best Western, desenvolveu sete projetos de hotéis no estado. Segundo Cecília Zon, diretora da empresa, o mercado cresce 7% ao ano e no Rio fica bem acima da média nacional. “Hoje, a taxa de ocupação na cidade está acima de 80%. Com esse cenário, o hotel terá retorno superior a 1% ao mês, quando estabilizado, sendo mais vantajoso que a poupança, por exemplo, que rende em torno de 0,5%”, afirma Cecília.

Em Campos dos Goytacazes, a PDG constrói o Golden Tulip. “A demanda hoteleira é crescente no município, graças principalmente a procura do setor corporativo, ligado às atividades da indústria naval e petroleira”, destaca Cláudio Hermolin, diretor regional da PDG Rio.

Fellipe Pedro, diretor da Minha Comunicação, responsável pela campanha de seis projetos hoteleiros no eixo Rio-São Paulo até 2015, comenta que já existe um movimento de pequenos investidores de olho no setor. “São clientes migrando das salas comerciais para o mercado hoteleiro”, conta ele.

Pedro ressalta que a localização e a bandeira, que vai administrar o hotel, são fundamentais para garantir boa taxa de ocupação e, consequentemente, bom retorno mensal financeiro. Segundo o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, o mercado é promissor fora do Rio. “Na cidade, a legislação deveria ser mais flexível para auxiliar o investidor na escolha”, sugere.

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