Correntista pode ter mais vantagens para financiar imóvel

Em tempos de crédito mais restrito, ter conta-corrente em determinado banco pode fazer a diferença

Por O Dia

Rio - O relacionamento com o banco é a palavra-chave para quem pretende comprar a casa própria neste período de juros altos, entrada maior e a Caixa Econômica Federal com suspensão de crédito em algumas agências. A liberação de crédito está mais restritiva por conta do cenário econômico, mas, mesmo assim, de acordo com especialistas do setor, a reciprocidade com a instituição financeira vai fazer toda a diferença para que o futuro comprador possa conseguir taxas menos salgadas no banco onde tem conta.

Bancos fizeram ajustes nas taxas ou no percentual a ser emprestado para compra de novos ou usadosDivulgação

Para se ter ideia, os principais bancos seguiram a tendência da Caixa de elevar os juros para empréstimos habitacionais com recursos da caderneta de poupança, ou seja, contratos assinados pelo SFH (Sistema Financeira de Habitação). Neste caso, o imóvel tem que custar até R$ 750 mil. Já no percentual a ser emprestado pelo banco, apenas a Caixa reduziu para até 50% do valor do bem na aquisição de unidades usadas. A Caixa esclarece que não há suspensão de financiamento com recursos da poupança.

O Banco do Brasil, por exemplo, subiu os juros de 9,9% para 10,4% (taxa máxima) ao ano mais TR (Taxa Referencial), mas manteve o percentual de até 80% para financiar o bem e ampliou o prazo de pagamento de 360 meses (30 anos) para 420 meses (35 anos). De acordo com a instituição, há maior flexibilização na aplicação das taxas de juros conforme o nível de relacionamento do cliente com o BB, além de outros benefícios como a melhor fórmula de cálculo na amortização do empréstimo. As novas regras já estão valendo desde o dia 18 de maio.

Bancos privados também aumentam taxas de juros

Os bancos Bradesco, Itaú Unibanco e Santander também fizeram algumas mudanças na operação para concessão do crédito imobiliário. No Bradesco, por exemplo, a taxa de juros subiu de 9,6% para 9,8% ao ano mais a TR (Taxa Referencial). O banco financia até 80% do imóvel. No Santander, os juros passaram de 9,6% para 10,1% ao ano mais TR, também com empréstimo de até 80%. Já o Itaú Unibanco reduziu o percentual a ser financiado de 80% para 70% do valor da unidade, que pode ser nova ou usada.

Mas todos os bancos afirmam que as taxas podem cair por conta do relacionamento que o cliente tiver com eles.

“Os bancos privados já estão diferenciando o cliente correntista do não correntista. É importante que o consumidor estreite este laço para que possa obter vantagens na hora do crédito habitacional”, diz Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário.

Regra não muda para baixa renda

Os financiamentos concedidos pelo programa habitacional do governo federal ‘Minha Casa, Minha Vida’ e com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não sofreram alterações. Ou seja, os juros não subiram e nem houve redução do percentual a ser financiado.

Segundo a Caixa Econômica Federal, este será o ano dos imóveis mais acessíveis e para famílias com renda de até R$ 5.400, caso do empréstimo com dinheiro do fundo. Já no programa habitacional, o rendimento familiar não pode ultrapassar de R$ 5 mil. Nos dois exemplos, o imóvel tem que custar até R$ 190 mil no caso da Cidade do Rio. O percentual é de até 90% do valor da moradia e o prazo chega a 30 anos.

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