Imóveis fecham ano de 2015 com desvalorização de quase 8,5%

Rio de Janeiro se mantém na liderança do ranking do metro quadrado com preço mais alto

Por O Dia

Rio - O preço médio anunciado do metro quadrado de imóveis no país teve queda real de 8,48% em 2015. A valorização no ano ficou em 1,32%, abaixo da inflação esperada para o IPCA no período ser de 10,72%. Os números são do Índice FipeZap, que analisa mensalmente 20 cidades brasileiras.

Todas as cidades que compõem o índice registraram variações inferiores à inflação em 2015, sendo que os preços em Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Niterói tiveram redução nominal (valor de venda em queda) nesse período.

Ainda de acordo com a pesquisa, o valor médio anunciado do metro quadrado das 20 cidades registrado em dezembro foi de R$7.613. O Rio se mantém como a cidade com imóveis mais caros do país (R$ 10.438), seguida por São Paulo (R$8.619). Já os dois municípios menos valorizados foram Contagem-MG (R$3.546) e Goiânia-GO (R$ 4.217).

Florianópolis-SC, que vinha sendo o ponto fora da curva como a única cidade em que os imóveis valorizavam acima da inflação, desta vez não conseguiu repetir o resultado. A valorização na capital catarinense foi de 8,4% no acumulado de 2015, o que era suficiente até a metade do ano, mas a inflação na casa de dois dígitos provocou a perda de valor.

Nos últimos anos, ao contrário da máxima de que “imóvel sempre valoriza”, quedas reais — quando se desconta a inflação — e até nominais vêm sendo observadas, o que faz especialistas na área adotarem discursos mais cautelosos quanto ao investimento.

O economista da Fipe Bruno Oliva é um dos que compartilha do pensamento que o imóvel é tiro certeiro para investimento já não se sustenta. “A velha máxima está errada. Hoje em dia é complicado investir em imóvel”, diz, acrescentando que a tendência de queda de preços deverá se manter em 2016. “Para o ano que vem se espera que os preços cheguem aos níveis de 2011 (...) não me surpreenderia que fechássemos 2017 com desvalorização nominal, com preços caindo, de fato”, afirma.

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