Por tamyres.matos

Rio - Um grupo de 650 convidados e autoridades aguardava a chegada do Papa Francisco no fim da tarde desta segunda-feira. O Papa adentrou o Jardim do Palácio após chegar a Laranjeiras de helicóptero. A aeronave pousou no campo do Fluminense, ao lado da sede do poder executivo estadual.

Atrás do palanque preparado para o Sumo Pontífice, há uma arquibancada onde funcionários do Palácio Guanabara podem acompanhar por um telão toda a solenidade. No palco, duas cadeiras vermelhas estão posicionadas, para a presidenta Dilma Rousseff e para o Papa. Após a execução dos hinos do Vaticano e do Brasil, Dilma pronunciou um discurso com forte tom político, relembrando a urgência da justiça social entre os protestos realizados atualmente por todo o país.

Na frente dos convidados, uma área reservada foi reservada para a comitiva do Santo Padre, além de representantes de arquidioceses. Entre os membros da imprensa credenciada, há voluntários que trabalham em função da Jornada há um ano. Durante a chegada do Pontífice ao Rio, este grupo vibrou muito e cantou junto as músicas entoadas pelo coral.

Ao chegar para cerimônia de recepção, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou que a visita é repleta de simbolismo. Ao ser questionado sobre os custos da festa, ele afirmou que não considera abusivo.

“Custou R$ 800 mil, não é isso? Não é alto. Estamos recebendo um chefe de Estado. É aquele que goza da maior audiência em termos planetários. Então, o aparato de segurança e o cerimonial devem ser condizentes com a estatura da pessoa que está sendo recebida”, declarou.

O Papa circulou com o papamóvel pela cidade acompanhado por uma multidão, antes de seguir em um veículo fechado para 3º Gmar. Na Rua Pinheiro Machado, em frente ao Palácio Guanabara, há uma grade de proteção na extensão de toda a via. Fiéis e curiosos podem ficar apenas atrás dessa grade enquanto o papa Francisco participará da cerimônia fechada.

Sobre o trajeto do líder religioso, o secretário Municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, informou que a Prefeitura não sabia que o Papa passaria pela Avenida Presidente Vargas. "Não entendemos por que colocaram o Papa naquele trajeto. Não houve comunicação à Prefeitura. Foi uma decisão da Polícia Federal e não sabíamos sequer se o papa iria de helicóptero ou de carro", afirmou Osório.

Com informações da repórter Nina Ramos, do iG

Você pode gostar