Por thiago.antunes

Rio - Para o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, a passagem do Papa Francisco pelo Brasil marcará profundamente não apenas os jovens, mas todas as pessoas. Scherer caracterizou a Jornada Mundial da Juventude como um grande momento de partilha, inserido no ano da fé, que começou em novembro de 2012 e termina em outubro de 2013. O Arcebispo de São Paulo acredita que a Jornada deve conseguir envolver os jovens de forma que eles possam viver mais intensamente a vida cristã.

“A proposta da Jornada Mundial da Juventude é interagir com os jovens e encontrar eco nos seus corações. A Igreja olha para os jovens com muita esperança. Eles fazem parte da Igreja e vão ser o futuro”, disse o cardeal, alertando para uma crise de valores religiosos. “Não é só a Igreja Católica que perde fieis, mas muitas outras religiões. O que vemos é uma mobilidade religiosa que pode gerar uma desilusão ou algo mais sério que é a desmoralização da religião”, preocupou-se. “Não temos a ilusão de que as coisas irão mudar de um dia para o outro, mas esperamos que a presença do Papa dê frutos positivos”.

O religioso acredita que a passagem do Papa Francisco pelo Brasil ajudará a tocar o coração das pessoas. Para Dom Odilo, a recepção do pontífice nas ruas da cidade na última segunda-feira, 22, mostrou que o Papa é uma figura de referência segura para os jovens, como a de um pai que muitas vezes fala o que não é o mais fácil de ser ouvido, mas que é necessário. “Ele ainda falará em muitos momentos, especialmente para a juventude. E tenho certeza de que vamos apreciar suas palavras e guardá-las no coração”.

Para Dom Odilo Scherer, o primeiro contato do Papa com os peregrinos também mostrou que o pontífice é “do povo” e que não é necessário exagerar na preocupação com a segurança. “Não aconteceu nada de errado. O Papa não é intocável e nós não somos perigosos, somos de paz”, afirmou.

Nem a chuva que cai desde o início desta terça-feira na cidade diminuiu o entusiasmo de Scherer ou levantou preocupações sobre a necessidade de pensar em novas programações para a Jornada Mundial da Juventude ou a agenda do Papa Francisco. “Que a única mudança seja de céu nublado para céu aberto”, finalizou.

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