Por tabata.uchoa
Grécia - Pelo menos oito policiais e um manifestante ficaram feridos nos distúrbios ocorridos neste domingo durante novos protestos contra a mineração de ouro na região de Calcídica, no norte da Grécia. Os incidentes foram iniciados quando uma manifestação de 60 mulheres contra a poda de árvores por parte da exploração mineira foi duramente reprimida pela polícia, que feriu uma das manifestantes, enquanto outras três mulheres foram detidas.
Os distúrbios se estenderam posteriormente pelas florestas da zona, com a chegada de novos manifestantes e o uso de gás lacrimogêneo pela polícia. Segundo informaram à Agência Efe fontes da polícia, os agentes que fazem a segurança da exploração mineira foram agredidos em dois pontos diferentes. Em um dos dois lugares, conhecido como Karatzás, os manifestantes "lançaram coquetéis molotov contra os policiais e dispararam com escopetas de caça".
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Nestes incidentes ficaram feridos oito agentes, quatro deles sofreram ferimentos menores por disparos de escopeta de caça, segundo os meios de imprensa gregos. "Um dos oito agentes feridos foi levado ao hospital militar de Salônica", explicou à Efe um porta-voz do Ministério de Ordem Pública. "Os disparos contra a polícia em Calcídica constituem um desafio ao estado de direito em nosso país", criticou o ministro de Ordem Pública, Nikos Dendias.
"Se entende que em um país democrático, qualquer um tem direito a protestar, mas é também óbvio que ninguém pode impor sua própria lei com escopetas e coquetéis molotov", acrescentou. Os residentes do lugar negam que os manifestantes tenham efetuados disparos, segundo informaram a imprensa local.
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Os novos incidentes - mais um passo na escalada de violência nesta região nas últimas semanas- ocorrem apenas um dia antes de uma reunião convocada entre a companhia mineira, representantes dos residentes, com as autoridades locais para tentar reduzir a tensão.
As explorações mineiras de Calcídica são dirigidas pela companhia Hellenic Gold, uma subsidiária controlada 95% pela multinacional canadense Eldorado e 5% pela grega Ellaktor, propriedade da família Bóbolas, acionista de grandes empresas de construção e meios de comunicação e investigada por suposta evasão fiscal.