Por juliana.stefanelli

Moascou (Rússia) - Não sei de que verba se trata", respondeu hoje Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, Vladimir Putin, à pergunta dos jornalistas sobre o anúncio de Assad. Acrescentou, no entanto, que os contratos sobre provisões de armas assinados entre a Rússia e a Síria "se cumprem, à medida que vencem os prazos" estipulados.

Embora a Rússia tenha defendido o fornecimento de armas a Damasco com o argumento que se trata de vendas a autoridades legítimas, várias fontes próximas à indústria militar russa e ao consórcio estatal de exportação de armamento (Rosoboronexport) descartaram que os S-300 estejam já na Síria.

"As provisões dos S-300 não poderiam começar antes do outono. Embora tecnicamente seja possível, muito dependerá do desenvolvimento da situação na região e da postura dos países ocidentais em relação à pacificação do conflito sírio", disse hoje à agência "Interfax" o especialista próximo a Rosoboronexport.

Moscou poderia inclusive congelar as provisões desses modernos sistemas de defesa antiaérea à Síria, da mesma forma que já fizesse no passado com os complexos de mísseis táticos Iskander, segundo o especialista consultado pela "Interfax". "A Síria tinha muito interesse em receber esses complexos, e estava disposta a pagar o que fosse por eles, mas a Rússia decidiu suspender a provisão para não desestabilizar a região", explicou.

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