Por julia.amin
Publicado 03/06/2013 21:47 | Atualizado 03/06/2013 21:55

Paris - O cantor norte-americano Bob Dylan poderá em breve receber a mais alta distinção da França, a Legião de Honra, após sua nomeação primeiro ter sido inicialmente desconsiderada, segundo informações, devido ao seu uso de maconha e de sua oposição à Guerra do Vietnã.

A luz verde dada pelo conselho da Legião de Honra significa que a ministra da Cultura da França em breve poderá condecorar Dylan - um símbolo da contracultura dos anos 1960 - com a estrela de cinco pontas da ordem superior "Chevalier". Ele se juntaria assim ao patamar de cantores como o britânico Paul McCartney e o francês Charles Aznavour, que receberam a honraria.

O conselho de 17 membros determina se as indicações apresentadas pelos ministros do governo estão em conformidade com os princípios da instituição. Seu grande chanceler, Jean-Louis Georgelin, confirmou que havia aprovado a indicação de Dylan.

Bob Dylan é símbolo da contracultura dos anos 1960Reprodução Internet


Em uma carta para o jornal Le Monde publicada no domingo, Georgelin chamou o cantor e compositor um "artista excepcional", conhecido nos Estados Unidos e internacionalmente como um "tremendo cantor e grande poeta".

O semanário satírico Le Canard Enchaine informou em maio que Georgelin havia rejeitado a nomeação de Dylan, com base em sua oposição à guerra do Vietnã, onde a França era uma ex-potência colonial, e seu suposto uso de maconha.

Georgelin reconheceu ao Le Monde que ele tinha originalmente rejeitado a nomeação e citou o que chamou de "polêmica", mas não entrou em mais detalhes. A ministra da Cultura, Aurelie Filipetti, havia nomeado Dylan para a distinção maior "Chevalier".

O cantor recebeu a principal honra civil nos Estados Unidos, a Medalha Presidencial da Liberdade, em maio de 2012.

Reuters

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