Obama defende programas de espionagem de agências de inteligência

Presidente ressaltou a importância do trabalho das agências e insistiu que ela evitou ataques terroristas

Por O Dia

Washington (EUA) - Minha preocupação sempre foi não que não exista coleta de informações para prevenir atos de terrorismo, mas sim estabelecer um sistema de monitoramento e revisão", disse Obama, em uma tentativa de se afastar das políticas da administração anterior.

O presidente reiterou na entrevista os argumentos de sua administração depois que Edward Snowden, ex-técnico da CIA e da NSA, divulgou no início do mês a existência de dois programas secretos que o governo supostamente utilizava para espionar registros telefônicos e dados digitais de milhões de usuários.

Nesse sentido, Obama reiterou a importância do trabalho das agências de inteligência e insistiu que graças a elas foram evitados ataques terroristas. "Uma das coisas que as pessoas deveriam entender sobre todos estes programas é que eles nos ajudaram a descobrir planos terroristas, não só nos EUA, mas também no exterior", ressaltou. A entrevista foi gravada no domingo pela tarde na Casa Branca, pouco antes da viagem de Obama para a Irlanda do Norte para a cúpula do G8 que acontece nesta terça-feira e amanhã.

Barack ObamaEFE

"Continuo achando que não temos que sacrificar nossa liberdade para garantir a segurança. Esse é um falso dilema", disse o presidente. "Eu vejo que o meu trabalho consiste tanto em proteger os americanos como o modo de vida americano, o que inclui a sua privacidade" ·

Com isso, reiterou a "transparência" destes programas que incluem a supervisão de organismos independentes e informam pontualmente o congresso. Também disse que os programas não foram criados para gravar conversas, apenas fazem a associação de números telefônicos, e rejeitou a figura de um "Big Brother" que vigia todos os e-mails e ligações.

"O que pedi à comunidade de inteligência é que analise o quanto desta informação pode ser desclassificada sem comprometer o programa", afirmou Obama. Além disso, anunciou sua intenção de se reunir em breve com um conselho de supervisão da privacidade e das liberdades civis para estudar modos para equilibrar as necessidades de vigilância e o respeito ao direito à privacidade.

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